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BRASIL: Sada/Cruzeiro oficializa contratação do distribuidor Vinhedo

terça-feira, 7 de maio de 2013


O Sada Cruzeiro contará com mais uma novidade para a próxima temporada: o levantador Vinhedo. Este é o terceiro nome divulgado pela diretoria para reforçar o elenco celeste, que já contratou os centrais Éder e Isac. Vinhedo, que estava defendendo o Benfica, de Portugal, tem extensa passagem pelo voleibol internacional, tendo atuado também em clubes da Turquia, Roménia e Polónia.

E o levantador quer trazer para a equipe cruzeirense o conhecimento que conquistou nas últimas temporadas. “Acho que posso colocar à disposição da equipe toda a experiência que adquiri jogando tantos anos aqui fora, onde o voleibol é diferente, é um jogo de força. Acredito que a necessidade que tive de me adaptar a novos jogos, novos jogadores, ajudou a aumentar meu leque de jogadas”, destacou o atleta.

Vinhedo também comentou sobre a expectativa de fazer parte do grupo celeste. “Eu chego no Sada Cruzeiro totalmente consciente do meu papel, ciente de que a equipe tem o melhor levantador do Brasil como titular. Pretendo aprender muito com ele e com essa grande equipe que é tão vitoriosa”, disse o levantador.

Experiente, Vinhedo, de 1,85m de altura, assumirá a vaga de Daniel no Sada Cruzeiro. O atleta que defendeu a camisa celeste por dois anos, sendo campeão sulamericano, bicampeão mineiro, campeão da Superliga 2011/12 e vice do Mundial de Clubes e da Superliga 2012/13, encerrou a carreira ao final desta temporada.


Fonte: Espaço do Vôlei
maisvoleibol 2013
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SAÍDA DE REDE: Logan Tom, antipatia ou apenas um jeito diferente?

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A opinião da repórter Bruna Dealtry, que ajuda o ex-técnico da seleção brasileira Radamés Lattari a atualizar um blog no site do “Esporte Interativo”, ganhou destaque nas redes sociais hoje. Na visão dela, a jogadora americana Logan Tom não era simpática e às vezes sequer educada com as companheiras da Unilever, o que contribuiu para a não renovação dela com a equipe para a próxima temporada.

Tal declaração ganhou ainda mais força depois que foi erradamente atribuída a Harry Bollmann, supervisor do time. Independente disso, porém, resolvi aproveitar o assunto para saber a opinião de vocês sobre a postura da atleta, sem dúvida alguma bem diferente do que estamos acostumados por aí.

Não tive muito contato com ela durante essa segunda passagem pelo Brasil, mas se tem uma palavra com a qual eu a definiria é “personalidade”. Se ela não estava a fim de dar autógrafo, simplesmente passava direto pelos torcedores. Em nenhum momento também escondeu que não gosta de dar entrevistas e, se não se sentisse à vontade para usar o português que aprendeu ao longo da carreira, deixava isso bem claro. Por fim, durante a final da Superliga, se mostrou muito desconfortável quando foi mostrada em close pelo telão do ginásio do Ibirapuera.

Tal jeitão soou para muitos, inclusive para mim, como antipatia. Reconheço que sim, ela tem o direito de agir como quiser, mas penso que não custa nada dar um pouco de atenção às pessoas, seja apenas um fã em busca de uma foto com uma grande atleta ou um profissional trabalhando.

Por outro lado, percebi que algumas pessoas que convivem com ela dizem que essa imagem inicial que ela passa não condiz com a realidade. Para citar um exemplo, lembro que o então repórter do R7 Cauê Rademaker voltou do primeiro treino dela no Rio, no ano passado, contando que ela estava relutante em falar com a imprensa naquele dia. Posteriormente, o próprio técnico Bernardinho e a líbero Fabi tentaram amenizar o constrangimento com os repórteres alegando que ela estava assim porque estranhara tamanho do assédio que jogadoras de vôlei possuem no Brasil, além de ser uma pessoa um tanto quanto “sistemática”, que não gosta de ser interrompida enquanto está fazendo algo.

Esse outro lado da personalidade dela pode ser observado no vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=3xhO9slSO5I) de quando ela jogava no Fernerbahce com uma de suas maiores amigas no vôlei, Fabiana. Ao perceber que a brasileira está com dificuldades em se comunicar durante uma entrevista em inglês, Logan gentilmente faz as vezes de tradutora.

Encerro este texto então deixando a pergunta: na sua opinião, faz parte das atribuições de um atleta de vôlei ser simpático com imprensa e torcedores? Ou, se jogar bem, a pessoa pode ser do jeito que quiser?


Carolina Canossa
Parceria Maisvoleibol / Saída de Rede ( http://saidaderede.com.br)

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SAÍDA DE REDE: Com “lei da mordaça” ignorada, campanha em prol do vôlei começa a surtir efeito

quinta-feira, 2 de maio de 2013


O anúncio do encerramento das atividades da Medley/Campinas, no fim de março, escancarou o descontentamento de dirigentes e jogadores com a forma como a CBV estava conduzido a Superliga. A saída de mais um patrocinador do esporte foi o estopim para que todos finalmente começassem a ignorar a “lei da mordaça” imposta pela entidade e lutassem pelos seus interesses.

(Antes de continuar este texto, deixo o link para regra que acabava limitando o direito democrático de cada um falar o que quisesse.Basta acessar em ao regulamento da última Superliga e ir até o 6 Ato no Anexo VIII. Lá, você vai encontrar a seguinte determinação:

DECLARAÇÕES PÚBLICAS COM CRÍTICAS DEPRECIATIVAS OU QUE DENIGRAM OS ÁRBITROS E DELEGADOS, A IMAGEM DA SUPERLIGA, DA CBV (ENTIDADE, DIRETORES E FUNCIONÁRIOS), RESSALVADAS AQUELAS DE NATUREZA EXCLUSIVAMENTE TÉCNICA.

Sanção: Advertência

Reincidência: Multa no valor de R$ 1.000,00

Reincidência II: Multa no valor de R$ 2.000,00)

Como não havia como punir grande parte dos que ajudam a fazer a Superliga, incluindo aí gente do porte de José Roberto Guimarães e Gustavo Endres (só para citar dois), a solução foi sentar à mesa e negociar. E os primeiros resultados já começam a aparecer: em reunião ocorrida na última segunda, foram definidas várias diretrizes para o próximo ano, como uma Superliga com maior duração e novas competições. Os detalhes podem ser conferidos em http://www.cbv.com.br/v1/noticias.asp?IdNot=18001

Coincidência ou não, outras ações legais já pintaram essa semana, como a criação da Supercopa Banco do Brasil de Voleibol e o convênio com o Sesi do Rio de Janeiro para que atletas das seleções de base não percam os estudos. Eu, que sou crítica da CBV, desta vez bato palmas para todas essas iniciativas.

Claro que ainda há muita coisa a ser melhorada e o próprio cumprimento das promessas feitas essa semana precisa ser cobrado, mas por enquanto prefiro manter a perspectiva otimista e deixar minhas palmas a toda comunidade do vôlei pela luta até agora, em especial a quem participou da reunião, muito dos quais interromperam as férias para estar lá. São eles: representantes de 17 times (Canoas, Sesi-SP, Volta Redonda, Campinas, UFJF, Funvic, RJX, Minas, Banana Boat/Praia Clube, Sesi-SP, Unilever, Rio do Sul, Pinheiros, Sollys/Nestlé, Vôlei Amil, São Caetano e São Bernardo Vôlei), 12 técnicos (Bernardinho, Zé Roberto, Marcos Pacheco, Marcelo Fronckowiak, Paulão, João Marcondes, Giovane, Talmo Oliveira, Spencer Lee, Paulo Coco, Wagão e Hairton Cabral) e sete atletas (Gustavo, Felipe Fonteles, Renato Hermely, Thiago Salsa, Rodrigão, Sheilla e Thaísa).

É assim que vamos evoluindo.


Carolina Canossa
Parceria Maisvoleibol / Saída de Rede ( http://saidaderede.com.br)


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SAÍDA DE REDE: O ranking da CBV atribui pontuações justas?

quarta-feira, 24 de abril de 2013


Logo depois do encerramento das Superligas feminina e masculinas de vôlei, a CBV divulgou os rankings com as pontuações atribuídas aos principais jogadores do país. Como todos sabem, a lista é uma medida encontrada pela entidade para evitar que o poderio econômico crie equipes muito mais fortes que outras, gerando uma desproporcionalidade prejudicial à competição. Deu tão certo que já está há 20 anos em vigor e ninguém contesta sua existência. 

Porém, alguns itens que se referem ao ranking tem incomodado muita gente por aí. Na temporada passada, por exemplo, foi o suposto favorecimento do time do Sollys Osasco, que se valeu de várias exceções para montar um elenco digno de seleção brasileira. Agora, na atual abertura de mercado, a grande questão está na discordância de dirigentes com as notas atribuídas pela CBV.

Para quem não conhece, os clubes possuem o direito de opinião sobre a pontuação das jogadoras, mas a palavra final fica a cargo da Confederação Brasileira. A meu ver, trata-se de uma medida que pode até ser bem intencionada, mas que dá margens a especulações desnecessárias contra a entidade. Seria muito mais simples que cada equipe que participou da temporada anterior tivesse direito a voto sobre o ranking de cada uma das atletas, sendo a nota final o resultado destas opiniões. Os clubes que se entendessem, assumindo assim erros e acertos. A CBV só se meteria no assunto em caso de conflito grave.

Como este é um espaço opinativo sobre vôlei, abaixo listo algumas notas que eu não considero corretas nos rankings deste ano. As listas podem ser consultadas no site da CBV e convido vocês a fazerem o mesmo.

PS: Antes de começar, é importante lembrar que o ranking leva em consideração a carreira, o nível atual do atleta e outros fatores como condição física. Além disto, este ano a CBV acertamente introduziu uma bonificação que beneficia os jogadores acima de 36 anos, que vão perdendo pontos conforme a idade avança. Isto se junta à medida que “zera” atletas com 17 anos ou menos.

Sidão - Mudou para sete pontos justamente em uma temporada na qual ficou boa parte do tempo parado por lesão. Nos três anos anteriores, quando estava “voando”, permaneceu com seis pontos. Faz sentido?

William - É o maestro do Sada, time que vem de três finais seguidas e ninguém duvida que poderia estar na seleção. Mesmo assim, soma apenas seis pontos, um a menos do que eu acho que ele vale

Rodrigão - Já vinha em queda de rendimento desde antes da última temporada e passou os últimos meses se dedicando ao vôlei de praia. No entanto, caiu apenas um ponto no ranking (de 7 para 6). Para mim, deveria ser 5 ou até 4, já que tem 34 anos de idade

Fabiana - É uma grande jogadora, merece respeito por ser a capitã da seleção, mas atualmente não está no nível de Garay, Jaque, Sheilla, Pavan, Tandara, Thaísa… daria 6 pontos

Juciely - É justamente o contrário do caso da Fabizona. Está jogando muito, então merece pontuação máxima. Assim como William, poderia muito bem estar na seleção

Logan Tom - Possui uma carreira respeitável, mas mesmo antes de se machucar nesta temporada já não estava jogando essas coisas. Daria 5 ao invés de 6.

Camila Brait e Fabi - São 5, mas merecem 7

Carol Gattaz - Penou nos últimos anos por conta de um problema no pé, nem jogou a última temporada e ainda assim é 4. Menos, gente… daria um 2

Neneca, Ellen e Angélica - Fizeram uma excelente Superliga dentro das possibilidades que tinham e ganharam um ponto (de 1 para 2), mas eu as classificaria como 3.


Carolina Canossa
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SAÍDA DE REDE: Finais da Superliga, bonitas por fora e bagunçadas por dentro

terça-feira, 23 de abril de 2013


Superligas encerradas, mercado rolando solto, seleções que já começam a treinar… O capítulo do livro já está mudando e eu ainda não consigo deixar de pensar na festa promovida pela CBV para promover as decisões feminina e masculina da principal competição de vôlei do país. Então, aí vai um post sobre esse assunto.

Primeiro, os elogios

Credenciada como imprensa, tive a oportunidade de acompanhar de perto a partida na qual a Unilever bateu o Sollys Osasco por 3 sets a 2, disputada em 7 de abril, em São Paulo. Confesso que nunca vi o Ibirapuera tão bonito para receber um evento esportivo: iluminação bem feita, músicas bacanas, patrocinadores do lado de fora promovendo seus produtos para os torcedores, que entravam no ginásio de maneira organizada.

Lá dentro, um espaço bem legal ficou reservado para a imprensa, em uma das curvas das arquibancadas inferiores, com boa visão da quadra e sem o risco de boladas. Um pouco apertado para ir de um lugar a outro na mesma fileira, mas ok: a culpa é da estrutura do ginásio, já bem antigo, mas dentro do possível todos ficaram bem acomodados.

Em quadra, muita festa na apresentação das jogadoras, com um telão mostrando o rosto de cada uma que entrava em quadra e o respectivo número. Grupos de dança se apresentaram e, durante os intervalos entre os sets, pessoas com roupas com LED colorido ficaram estrategicamente posicionadas, proporcionando um efeito visual muito legal.

Rolaram ainda imagens do pessoal nas arquibancadas e até uma tentativa de imitação da “Kiss Cam”, a famosa “Câmera do Beijo” tão presente nos Estados Unidos. No Rio, o repórter do “Melhor do Vôlei”, Adriano Barbosa, reportou que as idéias foram repetidas com sucesso.

Agora, a parte que não funcionou

Por tudo o que o vôlei brasileiro representa, estes eventos mereciam uma organização melhor além das aparências. Entrar no Ibirapuera para trabalhar, por exemplo, foi um verdadeiro inferno. Primeiro, era para ser pelo portão 6. Mas não, lá não podia, era no portão 15. Aí no 15 também não podia entrar. Volta pro 6, onde te mandam ir de novo no 15. No fim, só com um pouco de argumentação e alguma dose de cara de pau foi possível me posicionar para o jogo. Sim, o 15 era o portão correto, mas não havia sinalização adequada e nem os seguranças, inclusive daquele portão, pareciam saber quem poderia passar por ali ou não.

Mas isso seria o de menos. Ao término do duelo, todo mundo que não era da Globo ou do Esporte Interativo ficou pacientemente esperando o trabalho dessas TVs terminarem para também fazer a sua parte. É normal e eu defendo esse direito: se pagou para transmitir o jogo, tem mesmo que ter o privilégio de poder falar primeiro e com mais calma com as estrelas. O problema é que depois que a parte deles foi encerrada, os seguranças simplesmente impediram um monte de profissionais de se aproximar da quadra, incluindo aí fotógrafos devidamente credenciados (e desesperados por estarem perdendo a imagem do pódio, que, aliás, foi desnecessariamente longo). De novo, o problema da falta de organização e sinalização. Na batalha por um espaço perto da quadra, pessoas que só queriam trabalhar acabaram involuntariamente atrapalhando fãs que desejavam um autógrafo.

Quando finalmente o impasse foi resolvido, uma mudança de última hora no local onde todas as jogadoras falariam com a imprensa. Com tantos atrasos e confusões, muita gente não conseguiu conversar com o pessoal do Sollys, que obviamente não tinha motivos para permanecer um tempão na quadra como as meninas da Unilever. No fim, só conseguiu entrevistas as vice-campeãs quem teve a sorte de dar de cara com elas saindo do vestiário rumo ao ônibus da delegação.

Para o jogo da semana seguinte, no Rio, a CBV tentou evitar estes problemas imprimindo como seriam os procedimentos para a imprensa com antecedência, de modo que todos já chegassem ao Maracanãzinho cientes de como poderiam trabalhar. Seria ótimo, desde que funcionasse. Segundo o Adriano, do “Melhor do Vôlei”, muitos repórteres só conseguiram entrar na quadra quando boa parte dos atletas e técnicos já tinham ido embora. Além disto, houve ainda questões como falta de cadeiras para profissionais e, em ambos os ginásios, a prometida wifi só funcionou até metade do jogo (este é um problema crônico do velho Ibirapuera, que afeta vários eventos esportivos, mas ao menos no recém-reformado Maracanãzinho deveria estar tudo ok).

Ah, o público

Quem resolveu ver as finais das Superligas de perto também sofreu. Primeiro, para comprar os poucos ingressos disponíveis. Depois, com a falta de lugares legais para se fazer um lanche dentro dos ginásios. Por fim, com uma bizarrice que o jogo único proporcionou: como as cidades que receberam as partidas coincidentemente tinham um time da região na final, obviamente havia mais interessados em ficar na torcida do Osasco em São Paulo e na do RJX no Rio. Só que, por ser supostamente neutro, o ginásio deveria estar 50% para cada lado. Então, azar de quem chegou um pouco mais tarde e teve que ver o jogo na arquibancada do rival.

Definitivamente, não foi fácil para ninguém. Tão conhecida por sua eficiência, a CBV ainda deve muito neste aspecto dos bastidores. Será que é tão difícil assim fazer uma série melhor-de-três e proporcionar a bonita festa mencionada no início a mais gente? Será que é tão difícil ter um pouco de organização? Fora de quadra, o vôlei brasileiro ainda joga muitas bolas na rede.

Você pôde acompanhar de perto a decisão? O que achou?


Carolina Canossa
Parceria Maisvoleibol / Saída de Rede ( http://saidaderede.com.br)


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SAÍDA DE REDE: A seleção da Superliga masculina

sábado, 20 de abril de 2013


Depois da escolha das melhores da Superliga feminina 2012/2013 chegou a vez dos homens. E, se no caso da mulherada quatro jogadoras (Garay, Pavan, Juciely e Tandara) foram votadas como MVP, imagino que o contrário acontecerá agora: Lucão é unanimidade como melhor jogador da disputa, não?

Bom, ao menos na hora de escolher os meus preferidos, não tive dúvidas em colocar o central do RJX no topo da lista: como está jogando esse Lucão! Extremamente habilidoso apesar dos 2,10m, ele também mandou bem demais no bloqueio e no saque. Com 401 pontos, terminou a disputa como o terceiro maior pontuador. Sim, um central foi o terceiro maior pontuador da Superliga!

E quem faria parceria com o Lucão neste timaço. Abaixo, as minhas escolhas:

Levantador: William (Sada Cruzeiro) – Opção difícil quando Bruninho e Marcelinho são concorrentes, mas fiquei com o “Mago” pela regularidade durante toda a competição. Nos três últimos sets da final esteve abaixo do que apresentara até então, mas o time jogou mal…

Oposto: Wallace (Sada Cruzeiro) – Está ao lado de Fernanda Garay quando falamos de jogador que evolui ano a ano. Dedicado, também entendeu bem o significado de ser a “bola de segurança” de um time

Ponteiro 1: Lucarelli (Minas) – Em um momento no qual o Brasil vê seus principais ponteiros envelhecerem e/ou terem problemas físicos, é um alívio ver um jovem que não só ataca muito bem como segura as pontas no fundo de quadra

Ponteiro 2: Thiago Alves (RJX) – Às vezes some das partidas, mas não se pode negar que é difícil segurar quando embala em quadra. Foi o desafogo de Bruno quando Lucão estava marcado demais

Central 1: Lucão (RJX) – Elogios merecidos feitos no começo do texto

Central 2: Maurício (Minas) – Ex-jogador do Vôlei Futuro foi o típico mineirinho: discretamente, foi parando os rivais e, de tanto fazer isso, acabou recebendo o prêmio de melhor bloqueador da competição, com um aproveitamento superior ao de Lucão.

Líbero: Serginho (Sesi) – Mesmo sofrendo a parte física e vendo o mesmo acontecer com os companheiros de equipe, ainda acabou a Superliga com a segunda melhor defesa e a décima melhor recepção. Aplica-se o ditado: “Quem é rei, nunca perde a majestade”

Revelação: Danilo Gelinsk (Juiz de Fora) – Sim, esse promissor levantador já havia se destacado na temporada passada e voltou a repetir as boas atuações este ano. De qualquer forma, resolvi colocá-lo nesta categoria por ainda não ser muito conhecido do grande público. Se eu fosse dirigente, correria para contratá-lo

Técnico: Horacio Dileo (Minas) – Seguindo os passos do compatriota Marcelo Mendez, o argentino fez bonito em seu primeiro ano de Brasil, por pouco não fazendo o tradicional Minas voltar à decisão. Não tinha o time mais badalado e nem o mais entrosado em mãos, mas ainda assim quase derrubou rivais teoricamente mais fortes. Vale lembrar que ainda teve que lidar com um elenco que sofreu com contusões.

Assim como aconteceu no post da seleção feminina, a caixinha de comentários é de vocês! Escolham seus preferidos!

Carolina Canossa
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BRASIL: A seleção da Superliga feminina

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Enquanto a bola não volta a jogo, vamos falar sobre os pontos positivos da principal competição de vôlei do Brasil. Abaixo, as minhas escolhas como melhores de cada posição durante toda a Superliga feminina 2012/2013. Também quero saber a opinião de vocês e tenho certeza que nelas aparecerão nomes de muita gente boa que tive que deixar de fora por pura falta de espaço nesta seleção:

Levantadora - Fofão (Unilever) – Não foi muito além das concorrentes ao longo da competição, mas fazer o que fez na decisão estando contundida e aos 43 anos é digno de palmas, muitas palmas

Oposta - Sarah Pavan (Unilever) – Veio de um país sem tradição no vôlei, de uma liga onde o modo de trabalho é bem diferente do daqui e mesmo assim se adaptou de forma fantástica. Taí uma pessoa que sabe aproveitar as oportunidades que lhe aparecem.

Ponteira 1 - Tandara (Sesi) – Carregou nas costas um time para lá de instável e, não por acaso, virou uma das peças mais cobiçadas do mercado. Melhor: fez tudo isso jogando como ponteira, posição à qual ainda busca se adaptar.

Ponteira 2 - F. Garay (Sollys Osasco) – Espécie de “professora” de Tandara no quesito “como virar uma grande jogadora”. Sua evolução nos últimos quatro anos é uma coisa impressionante e, a cada temporada, ela só melhora.

Central 1 - Thaisa (Sollys Osasco) – Chama a responsabilidade para si, além de ser eficiente não apenas no bloqueio, mas também no ataque e no saque.

Central 2 -Angélica (Praia Clube) – Nem foi titular em todos os jogos, mas possui grande visão de jogo e é um diamante a ser lapidado

Líbero - Fabi (Unilever) – Muitas vezes foi contestada com razão nos últimos anos, mas é incrível como sempre acha uma maneira de renascer. O que foi aquela final? Não fosse por ela, dificilmente a Unilever virava sobre o Sollys Osasco

Técnico - Wagão (Pinheiros) – Diante de uma maioria de adversários com muito mais grana, deu trabalho para os grandes, derrubando-os em algumas oportunidades. Além disso, revelou novos talentos.

Revelação - Ellen (Pinheiros) – Outro diamante a ser lapidado.

MVP - Sarah Pavan (Unilever)

Reforçando: deixe a sua opinião também. Em breve, a gente fala sobre os melhores da Superliga masculina


Carolina Canossa
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SAÍDA DE REDE: Como o campeão RJX minou as forças do Sada Cruzeiro na decisão

segunda-feira, 15 de abril de 2013


Duas finais, o mesmo roteiro: depois de ser arrasado nos primeiros minutos de partida, o futuro campeão emplaca uma incrível virada e fica com a taça. Além dos sets completamente dominados por uma das partes, as decisões das Superligas feminina e masculina de vôlei foram marcadas por dois vencedores incontestáveis: Unilever e RJX, que tornam, ao menos até a próxima temporada, o Rio de Janeiro a capital do vôlei no Brasil.

Muito já se falou da vitória das meninas comandadas por Bernardinho, mas e no caso dos rapazes dirigidos por Marcelo Fronckowiak? Como o RJX conseguiu minar as forças de uma equipe tão consistente, entrosada e bem treinada como o Sada Cruzeiro? Abaixo, algumas observações que colhi ao longo do duelo:

- “Sabíamos que eles não conseguiriam sacar daquele jeito o jogo inteiro”. A frase, dita por Dante ainda durante a festa na quadra do Maracanãzinho, dá um panorama do impressionante serviço dos mineiros no primeiro set. Uma verdadeira artilharia, que teve justamente o experiente ponteiro como principal alvo. Ele, aliás, não esteve nada bem nesta etapa, mas teve o enorme mérito de voltar para o jogo a partir do momento que o saque do Sada perdeu eficiência, sendo um monstro no fundo de quadra quando necessário.

- Bruno, o observador. Sob os olhares do pai Bernardinho, o levantador da seleção brasileira deu uma aula neste domingo sobre como aproveitar o melhor momento de um atacante. Com o passe na mão, ele teve sensibilidade suficiente para privilegiar Dante no segundo set, Lucão no terceiro e Theo na última parcial, usando o constante Thiago Alves sempre que um desafogo foi preciso. O bloqueio, que nunca esteve entre os pontos fortes do Sada neste campeonato, ficou perdidinho, perdidinho. E é quase fatal ficar assim em um fundamento que é tão importante para dar moral ao longo de um jogo

- Falando em bloqueio, taí um aspecto que a equipe mineira precisa reforçar para a próxima temporada. Com dois centrais titulares (Douglas e Rogério) que prezam mais pela velocidade no ataque, o time precisa de um jogador com características de “paredão”, especialmente porque possui um levantador muito baixinho para os padrões do vôlei (William, 1,85 m)

- Ainda neste assunto: mesmo tendo terminado a partida com 15 pontos, Wallace não teve vida fácil neste domingo: poucos de seus ataques caíram diretamente no chão. Muito bem marcado, o oposto cruzeirense chegou a ser substituído por Sanchez em determinados momentos do jogo. O cubano até entrou razoavelmente bem e poderia ter permanecido mais tempo em quadra na tentativa de uma mudança nas ações de ataque, mas quem teria coragem de deixar seu jogador mais decisivo muito tempo no banco em plena final? Eu não teria, sinceramente

- E os ponteiros, cadê? Se, na medida do possível, os opostos Wallace e Sanchez fizeram a parte que lhes cabia, o mesmo não se pode dizer dos ponteiros do Sada. Exceção feita à atuação de Filipe na recepção do primeiro set e Leal no saque durante a mesma etapa, os cruzeirenses que exercem essa função tiveram um dia para esquecer: foram mal tanto na recepção quanto no ataque, deixando o time sem o volume, um de seus pontos fortes. Na tentativa de reverter esse panorama, o técnico Marcelo Mendez testou várias formações em quadra, mas o time continuou tomando bloqueios, enquanto Serginho tinha que se desdobrar para cobrir o fundo de quadra inteiro, o que acabou se traduzindo em erros e falta de confiança para todo mundo da equipe.

De qualquer forma, parabéns aos dois finalistas, que fizeram uma excelente Superliga e podem se orgulhar de ajudarem o vôlei do Brasil a ser um dos melhores do mundo. Dias bons e ruins acontecem, mas esses caras aí sem duvida nenhuma trabalham com muita dedicação, dignidade e sabem o que estão fazendo.

E você, o que achou do jogo? Na sua opinião, quais foram os fatores que levaram o RJX à vitória?


Carolina Canossa
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BRASIL: RJX vence o Sada Cruzeiro e conquista o título da Superliga 2012-2013

domingo, 14 de abril de 2013


Líder da fase classificatória, o RJX (RJ) manteve a boa sequência nos playoffs e, neste DOMINGO (14.04), conquistou o título de campeão da Superliga masculina de vôlei 12/13. Na final, o time carioca derrotou o Sada Cruzeiro (MG), de virada, por 3 sets a 1 (16/25, 25/18, 25/18 e 25/14), em 1h49 de jogo, realizado em um dos principais palcos do vôlei brasileiro: o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (RJ), diante de 11 mil pessoas.

O oposto Theo e o ponteiro Thiago Alves foram as principais armas do RJX na vitória deste domingo. O primeiro foi o maior pontuador, com 19 acertos, e o segundo foi eleito o melhor da partida e recebeu o Troféu VivaVôlei. Mas o técnico do time campeão, Marcelo Fronckowiak, destaca a força do grupo como fator principal na conquista do resultado positivo.

“Hoje foi decisivo manter a cabeça no lugar depois do que aconteceu no primeiro set. Conseguimos esperar que reproduzíssemos o que foi feito na temporada inteira. Antes estava muito difícil de jogar e a partir do segundo set houve uma mudança e o jogo começou a encaixar para todo o nosso time. A partir daí o jogo fluiu”, explicou Fronckowiak, que conquista seu segundo título de Superliga como técnico.

Carioca, o líbero Mário Júnior foi um dos que mais festejou a conquista do título em casa após 32 anos sem que nenhum time do Rio de Janeiro subisse ao lugar mais alto do pódio.

“Eu tinha um sonho desde os 11 anos, quando eu comecei a jogar vôlei, e agora realizei. Assistia a outras equipes do Rio, como Olympikus, que era uma equipe muito forte, e eu sempre sonhava representar a minha cidade e conquistar um título de Superliga. Já tive a oportunidade de ser campeão pela equipe de Florianópolis (SC), mas essa conquista de hoje é muito especial por estar vestindo a camisa de onde eu comecei a jogar vôlei”, disse Mário.

Pelo lado do Sada Cruzeiro, o treinador Marcelo Mendez lamentou a derrota da equipe cruzeirense, mas fez questão de enaltecer a boa temporada do time celeste.

“Começamos muito bem o jogo, depois caímos de produção. O bloqueio do RJX foi muito eficiente. Temos que parabenizar a equipe deles, que soube reverter a situação do jogo após o primeiro set. Agora temos que trabalhar ainda mais para voltarmos mais fortes para o próximo ano”, disse Marcelo Mendez.

O JOGO

O central Lucão abriu o jogo com ponto a favor do RJX. O Sada Cruzeiro devolveu e passou à frente em 3/2. No bloqueio, o time mineiro aumentou a vantagem para 7/4. Depois, no ace do central Rogério, a equipe cruzeirense fez 9/5. Seguindo bem no bloqueio, o Sada Cruzeiro continuou no comando do marcador (15/8). O time carioca não conseguia parar o poderio de ataque do adversário. Depois de uma bola bastante disputada, o ponteiro Filipe botou no chão e levou o Sada Cruzeiro a 10 pontos de vantagem: 21/11. E, sem muita dificuldade, os mineiros fecharam o set em 25/16.

Lucão foi o escolhido pelo levantador Bruninho para abrir novamente o segundo set. Com o ponteiro Dante no saque, o time carioca ainda abriu 3/0. Com bom desempenho no bloqueio, o RJX seguiu na frente e fez 6/2. Diferente do primeiro set, o time do Rio de Janeiro dominava a parcial e, no bloqueio do oposto Theo, fez 11/6. O Sada Cruzeiro não permitia que o adversário escapasse no placar e esse aproximou em 12/9. Bruninho pontuou no bloqueio e o time carioca fez 15/11. Com dois bloqueios consecutivos, o RJX aumentou a diferença no placar para seis pontos: 18/12. Wallace marcou bem o ataque adversário e, também no bloqueio, fez 18/14. Desta vez, o RJX levou a melhor e, no ace do ponteiro Thiago Alves, fechou em 25/18.

Após a vitória na segunda parcial, o RJX começou bem na terceira e, com o central Lucão no saque, fez 3/1. Mas o Sada Cruzeiro não se abateu e, no ponto direto de saque do oposto Wallace, deixou tudo igual em três pontos. O set foi mais equilibrado, mas, no bloqueio de Lucão, o time carioca abriu três de vantagem: 9/6. O paredão do RJX seguiu eficiente e, com Lucão inspirado também no saque, fez 15/9. A equipe do Rio de Janeiro comandou o placar até a reta final do set, quando fez 21/14. Mais uma vez com Thiago Alves, o RJX fechou o set em 25/18.

Em vantagem no placar, o time carioca começou melhor também no quarto set e, contando com erros do adversário, logo abriu 6/2. Nesse momento, o técnico do Sada Cruzeiro, Marcelo Mendez, pediu tempo. Dante bloqueou e o time carioca fez 10/4. Logo depois, o ponteiro marcou ponto de saque e fez 13/6. Com o apoio da torcida, o RJX imprimiu um ritmo forte mais uma vez e, contando com boa atuação de todo o grupo, fez 19/10. Com ataques potentes do oposto Theo, o RJX abriu 10 de vantagem em 22/12. E foi no ace de Theo que o RJX fechou o jogo em 25/14 e conquistou o título de campeão.

EQUIPES

RJX – Bruno, Theo, Lucão, Riad, Thiago Alves e Dante. Líbero – Mário Júnior
Entraram – Guilherme, Paulo Victor e Ualas
Técnico: Marcelo Fonckowiak

SADA CRUZEIRO – William, Wallace, Douglas Cordeiro, Rogério, Filipe e Leal. Líbero – Serginho
Entraram – Maurício, Daniel e Sanchez
Técnico: Marcelo Mendez

MELHORES DA COMPETIÇÃO
Melhor saque – Lucão (RJX)
Melhor recepção – Murilo (Sesi-SP)
Melhor defesa – Serginho (Sada Cruzeiro)
melhor bloqueio – Maurício (Vivo/Minas)
Melhor levantador – William (Sada Cruzeiro)
Melhor atacante – Leal (Sada Cruzeiro)


Fonte: CBV
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BRASIL: Claque do vôlei faz festa como no futebol e tira rivais do sério

sexta-feira, 12 de abril de 2013



Com cantos adaptados, “Loucos de Osasco” se compara à torcida do Corinthians

Entre os quase dez mil espectadores que acompanhavam a final da Superliga feminina de vôlei no ginásio do Ibirapuera, um grupo se destacava: com camisetas brancas e laranjas ornamentadas com a imagem do personagem “Taz”, da Looney Tunes, essas pessoas faziam uma bonita festa, pulando e gritando como se estivessem em um estádio de futebol. Divididas entre o anel inferior e superior, elas eram parte da torcida organizada mais antiga do vôlei brasileiro, a “Loucos de Osasco”.

Fundada em 1998 por um grupo que fez amizade de tanto se encontrar no ginásio José Liberatti, a “Loucos” é conhecida no vôlei por pegar no pé das adversárias do Sollys, uma das mais importantes equipes do país e que nesta temporada reuniu a base da seleção brasileira. Após a vitória na final, o técnico da Unilever, Bernardinho, não os mencionou diretamente, mas alfinetou a torcida de Osasco reclamando da perseguição e dos xingamentos recebidos pela ponteira Natália nas últimas vezes em que os times se encontraram.

Natália virou alvo da “Loucos” depois que trocou a equipe paulista pelo rival carioca. A mudança em si, feita anteriormente por outras jogadoras, não foi o grande problema, mas sim o fato de ela, “cria” das categorias de base da cidade, supostamente ter negociado a transferência em 2010 ainda no ginásio do Mineirinho, onde Osasco perdeu a decisão daquele ano justamente para a Unilever.

Questionados, os membros organizada admitem as provocações, mas lembram que jamais alguma delas evoluiu para qualquer tipo de violência física. Patrícia Soarez, que se define como a “marqueteira” da “Loucos”, ressalta que Natália não enfrentaria resistência alguma caso quisesse voltar a jogar no time. O mesmo, aliás, ela garante se aplicar a qualquer outra atleta:

- Essa é a forma que a gente tem de ajudar o Sollys: desconcentrando as adversárias. O próprio Bernardinho está fazendo o papel dele quando fala da torcida de Osasco, que é tentar nos inibir. É aquela coisa: dentro de quadra, ele é nosso “inimigo”, mas no bom sentido. Fora, não. Quando ele está na seleção masculina, também torcemos por ele.

Como atualmente tenta fazer um recadastramento, a “Loucos” não sabe dizer exatamente quantas pessoas fazem parte da torcida, mas pelo menos 200 foram ao Ibirapuera no domingo (7) – parte desses ingressos, aliás, foram cedidos pela Nestlé, patrocinadora da equipe, que, assim como apoiadores anteriores, eventualmente também cede ônibus para os torcedores acompanharem a equipe fora de casa.

Segundo Patricia, as atletas apoiam tamanha participação dos fãs, que muitas vezes tiram dinheiro do próprio bolso para fazerem cartazes de apoio e formam uma rede de caronas para jogos que começam muito tarde. Três delas, Adenízia, Fabíola e Karine, são consideradas as mais próximas:

- As jogadoras gostam, falam que a gente incentiva muito. Somos comparados com a torcida do Corinthians. Todo mundo que conheço diz que somos diferentes, pois estamos apoiando independente do que acontecer, na vitória ou na derrota. Mas, ao contrário do futebol, não temos a parte da violência.

Outra organizadora da “Loucos”, Aline Barrence conta que a relação com as torcidas rivais é ótima:

- Claro que tem a parte da gozação, mas no domingo mesmo, depois da final, fomos almoçar com gente da torcida da Unilever.


Unilever

Maior rival do Sollys, a Unilever também tem os torcedores fanáticos, que se unem através de redes sociais. A maior delas é a “Torcida Unilever Vôlei”, que no Twitter também se define como “Unizumbilovers”. Porém, uma das responsáveis pela página, Bianca Gomes, ressalta que eles não se definem como “organizados”:

- É que torcida organizada lembra bagunça, violência. A gente se define como uma torcida que cresce todo dia, que se reúne, faz cartaz... Quem quiser chegar, pode vir e a gente vai se conhecendo...

Sem contar com qualquer tipo de cadastro, os “Unizumbilovers” se reúnem apenas como amigos com um objetivo em comum: para ir à final em São Paulo, por exemplo, eles alugaram dois ônibus. Antes, haviam se juntado para fazer um vídeo motivacional com os parentes e amigos das jogadoras:

- Era para ser um vídeo surpresa com a torcida, no decorrer da Superliga, mas depois alguém teve a ideia de fazer com as pessoas próximas das jogadoras e ficou muito legal. Conseguimos mandar mensagens para todas elas. Entreguei em um treino para o Bernardinho e ele disse que ia usar.

Residente na cidade de Rio das Ostras, Bianca diz que costuma dirigir mais de duas horas rumo ao Rio só para acompanhar as partidas da equipe em casa. De tão presentes, ela e suas amigas chegaram até a estabelecer uma pequena relação de amizade com as jogadoras:

- Temos contato com algumas delas, de conversar de vez em quando, e como, você está sempre no jogo, elas acabam te reconhecendo

Assim como o pessoal de Osasco, Bianca garante que as torcidas do vôlei não englobam a parte ruim do futebol:

- Temos rivalidade, brincamos, sacaneamos, mas parou por aí.

Veja abaixo o vídeo motivacional que as jogadoras da Unilever ganharam da torcida:

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BRASIL: Novidade na final do vôlei, desafio ao juiz tem pequenas falhas, mas é aprovado

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Novidade foi bem vista por técnicos e jogadoras, que querem mais

Se há nove temporadas Unilever e Sollys Osasco repetem a final da Superliga feminina, coube à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) proporcionar a grande novidade da decisão 2012/2013 da disputa, realizada no último domingo (7): pela primeira vez em uma competição oficial da modalidade no Brasil, a tecnologia ajudou a tirar a dúvida em lances duvidosos.

Trata-se de um sistema bem parecido ao já utilizado no tênis: através de um sistema de câmeras, os juízes podiam verificar se as capitãs de cada equipe tinham razão ao contestar as suas decisões. Nas 2 horas e 31 minutos de confronto deste domingo, tal auxílio foi solicitado quatro vezes, mas apenas na primeira delas a marcação da arbitragem estava realmente errada.

O lance ocorreu logo no primeiro set, quando Osasco vencia por 11 a 6. Ao tentar cortar uma “bola de xeque”, a oposta Sheilla, do time paulista, foi acusada pelo juiz de ter tocado a rede, o que configura ponto do adversário. Confiando na palavra da companheira de equipe, a capitã Jaqueline então pediu a revisão
da jogada e a equipe responsável pela tecnologia, trazida da Polônia especialmente para isso, confirmou que a jogadora tinha razão.

Telões espalhados pelo ginásio do Ibirapuera mostravam ao vivo para torcedores o replay do lance, provocando várias reações. Quando, por exemplo, as câmeras mostraram que a Unilever não tinha razão ao discordar de uma marcação no segundo set, torcedores do Osasco passaram a hostilizar o técnico rival, com o coro de “C…, Bernardinho!”.

Apesar disto, o treinador da seleção masculina aprovou o uso da tecnologia:

- Gostei. Acho que tudo que vem para auxiliar é válido

Técnico de Osasco, Luizomar de Moura lembrou que seu time já havia experimentado o sistema no Mundial de clubes, realizado no ano passado. Ele tem opinião semelhante ao do colega de profissão:

- Para nós que estamos envolvidos com o jogo, foi super válido e é muito válido, mas não sei se as pessoas que estão assistindo entendem (o motivo da pausa). Pelo menos ninguém foi pra casa com nenhum tipo de dúvida.

Pequenas falhas

A iniciativa sem dúvida teve sucesso, mas pequenas falhas foram constatadas. Dois pedidos de Osasco, feitos no terceiro e no quarto sets, não foram mostrados no telão do Ibirapuera a tempo de toda a torcida acompanhar o que realmente havia ocorrido. Além disto, o sistema ainda não serve para todo tipo de jogada, como lembra a oposta Sheilla:

- É mais difícil, mas ainda acho que eles podiam fazer para toques no bloqueio e alguns tipos de defesa. Em alguns momentos, a gente e a Unilever foi pedir alguns que não podia, mas foi legal.

No próximo domingo (14), o desafio ao juiz será usado na final da Superliga masculina, entre RJX e Sada Cruzeiro no Maracanãzinho.

Fonte: R7
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BRASIL: Sem dormir após concurso, miss do vôlei vira atração à parte na final da Superliga

terça-feira, 9 de abril de 2013


Luciane Escouto não jogou a decisão porque disputou o Miss Mundo Brasil na noite anterior.

Enquanto as principais estrelas do vôlei brasileiro disputavam em quadra o título da edição 2012/2013 da Superliga feminina, uma atleta com currículo modesto era uma atração à parte nas arquibancadas. Bastante requisitada para entrevistas e fotos com os fãs, a central Luciane Escouto curtia a fama conquistada após se destacar em concursos de miss.

Contratada pela Unilever pouco antes do início da Superliga, Luciane não foi relacionada para a final porque na noite anterior participou do concurso Miss Mundo Brasil, no qual terminou em sexto lugar. Como a disputa de beleza só terminou por volta das 2h, a gaúcha precisou enfrentar uma pequena maratona para comemorar o título conquistado com a vitória por 3 sets a 2 sobre o Sollys Osasco.

- Eu não dormi um minuto esta noite. Na verdade, foi uma maratona desde quinta-feira, quando houve a final do Misters e só fui dormir às duas da manhã. Ontem (sábado), tive que levantar às 6h30 para fazer cabelo, maquiagem e estou aí desde então. Mas valeu a pena

Encerrado o Miss Mundo Brasil, realizado na cidade de Mangaratiba, Luciane viajou cerca de 85 km de carro até o Rio de Janeiro. Houve tempo apenas de tomar banho e arrumar uma nova mala, antes do embarque na ponte aérea às 7h, apenas três horas antes do início da decisão.

A despeito do assédio, Luciane pouco jogou pela Unilever nesta temporada. Dos 23 jogos da equipe na competição, ela esteve em quadra apenas em sete e ainda assim em rápidas passagens. Desta forma, terminou a competição com apenas um ponto marcado.

Mesmo sem muitas oportunidades, ela acredita que os últimos meses foram de crescimento profissional.

- Para mim, foi maravilhoso. Tive a honra de jogar com o Bernardinho, que na minha opinião é o técnico mais completo (do mundo). Com ele, aprendi demais, evolui muito e sou muito grata. Também agradeço às meninas, que me acolheram muito bem aqui dentro, então estou muito feliz.

Fonte: R7
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BRASIL: Abatido, Sollys se divide entre choro, buscar explicações e esquecer a final

Os primeiros dois sets da decisão da Superliga feminina de vôlei foram um verdadeiro show do Sollys Osasco. Contando com a base da seleção brasileira em seu elenco, o time paulista venceu a Unilever do técnico Bernardinho com facilidade e dava a impressão de que chegaria ao título sem problemas. A partir da terceira parcial, porém, o panorama mudou e, com uma incrível virada, a equipe carioca ficou a taça, a oitava de sua história.

Tal resultado provocou diferentes reações nas atletas do Osasco: enquanto a líbero Camila Brait chorava e buscava conforto com as companheiras para entender o que definiu como “inexplicável”, a ponteira Fernanda Garay só queria saber de apagar da memória as jogadas vividas minutos antes:

- É difícil analisar de cabeça quente. Acredito que cada jogadora tentou o melhor, mas enquanto elas tiveram o mérito de sair de uma situação adversa, a gente deixou uma situação confortável e se abateu no terceiro set, sem conseguir reverter a situação. Doeu porque que acreditava muito nessa equipe. É difícil apontar um aspecto, os números dizem que a gente errou bastante, mas não consigo falar além disto. Precisava analisar, mas sinceramente agora eu quero esquecer.

Com o semblante extremamente abatido, o técnico Luizomar de Moura fez uma rápida análise da virada sofrida:

- Estou chateado porque começamos jogando dentro do que havia sido planejado, mas por outro lado o Rio tem grandes jogadoras. Sabíamos que o nosso saque tinha uma estratégia fundamental no jogo e conseguimos fazer isso em boa parte do tempo, mas depois a Unilever estabilizou a recepção, a Fofão começou a jogar com a bola na mão e a gente não conseguiu neutralizar

Já a levantadora Fabíola ressaltou que nem o fato de ter sido eleita a melhor de sua posição durante a Superliga serve como consolo pelo mau resultado:

- Doeu porque eu queria o ouro, dar esse presente para a torcida que fez uma bonita festa no Ibirapuera. Mas não deu. Isso faz parte do vôlei e agora é levantar a cabeça e continuar o trabalho

Por fim, a oposta Sheilla preferiu ressaltar os pontos positivos do Sollys:

- Os outros jogos entre essas equipes já tinham sido assim, com revezamento no placar. Elas também mereceram. É a primeira vez que saio derrotada com um grupo seguindo unido. Ninguém gosta de vencer, mas somos um time vencedor, ganhamos tudo antes dessa final. Infelizmente não saímos com a vitória, mas de qualquer forma, estamos com a cabeça erguida.


Fonte: R7
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BRASIL: Campeã após tumor e perseguição, Natália comemora “grande vitória da vida” com a mãe

domingo, 7 de abril de 2013


Após momentos turbulentos na carreira, paranaense dá a volta por cima no vôlei

A sensacional virada conquistada pela Unilever sobre o Sollys Osasco na final da Superliga feminina de vôlei, disputada na manhã deste domingo (7) teve um gostinho especial para uma jogadora: Natália. Ponteira da equipe carioca, a catarinense da pequena cidade de Joaçaba considera que o título representa uma volta por cima em sua carreira, marcada nos últimos meses por um tumor benigno na canela esquerda e a “perseguição” dos torcedores do time paulista, onde foi lançada como atleta e teve uma saída atribulada dois anos atrás.

Considerada o maior destaque da nova geração do vôlei brasileiro, Natália viu sua trajetória ser posta em dúvida por conta do problema físico, descoberto ao fim da temporada 2010/2011. Ficou meses sem jogar e, mesmo tendo se recuperado a tempo de fazer parte do grupo bicampeão olímpico, recebeu críticas por parte da torcida por praticamente não ter atuado em Londres 2012. Para piorar, fãs de Osasco não engoliram bem sua saída para o maior rival e lhe vaiavam constantemente a cada encontro entre as equipes, incluindo o duelo este domingo.

Diante de tudo isso Natália estava em êxtase após a conquista do título no ginásio do Ibirapuera, em uma partida na qual dividiu o posto de maior ponteira com a canadense Sarah Pavan – cada uma marcou 22 vezes. E foi a mãe, dona Lucimar, sua maior apoiadora, quem definiu melhor o momento da atleta:

- O tumor era pouco significante, mas as dores eu ele causava eram muito intensas. Para ser franca, hoje eu senti que minha filha está curada, tanto do tumor quanto da parte psicológica. Hoje foi a grande vitória da vida da Natália.

Natália concordou plenamente com as palavras da mãe e acrescentou:

- Só aqueles que estavam do meu lado, como meus pais, o pessoal da equipe e meus amigos, sabem o que eu sofri. Foi uma vitória muito importante para mim.

Último ponto “de presente”

Não bastasse todo o significado desta vitória, Natália ainda teve a honra de fazer o último ponto da final. Mas engana-se quem pensa que isto foi obra do destino ou apenas uma coincidência. Levantadora da Unilever, a experiente Fofão confessou que mandou a bola decisiva para a catarinense de propósito, como um simbolismo por tudo o que ela passou:

- Eu tinha a possibilidade de levantar para a Juciely, mas só a gente que está ali sabe o que essa menina passou esse ano. Para mim, ela é muito especial como jogadora e como pessoa. Queria que ela fechasse o jogo para vê-la feliz com esse último ataque. Olhei para ela e pensei: “É você quem vai definir este jogo, pois você merece”.

Informada das palavras de Fofão, Natália se disse agradecida pela confiança, mas ressaltou que “não tinha ouvidos para a torcida do Osasco, só da Unilever”. Apesar disto, o técnico Bernardinho aproveitou a oportunidade para alfinetar os fãs do rival:

- Nossa torcida no Rio de Janeiro tem respeito pelas pessoas que passaram por lá e a Natália foi muito agredida verbalmente. Todo mundo sabe que ela não saiu de lá por dinheiro e ainda teve uma lesão muito séria. Além disso, teve a pressão de jogar em uma posição nova (ponteira) e, por incrível que possa parecer, muitas vezes eu tive mais paciência com ela do que ela mesma. Então, por tudo o que ela viveu, ele teve o “merecimento”.

Fonte: R7

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BRASIL: Unilever vence Sollys/Nestlé e é octacampeã


SUPERLIGA FEMININA 12/13

A Unilever (RJ) é octacampeã da Superliga feminina de vôlei. Neste DOMINGO (07.04), as cariocas venceram o Sollys/Nestlé (SP), de virada, por 3 sets a 2 (22/25, 19/25, 25/20, 25/15 e 15/9), em 2h11 de partida realizada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (SP). Com a vitória, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho assegurou o título da edição 12/13 do campeonato.

Na final, brilhou a estrela de três jogadoras da Unilever. A ponteira Natália e a oposto Sarah Pavan marcaram 22 pontos cada uma e ajudaram na conquista do título. A levantadora Fofão, que jogou com dores na panturrilha direita, comandou o grupo em quadra e recebeu o Troféu VivaVôlei após ser a melhor em quadra. Pelo Sollys/Nestlé, a oposto Sheilla foi a maior pontuadora, com 17 acertos.

O técnico da Unilever, Bernardinho, analisou a partida e destacou a importância da virada da equipe carioca a partir do terceiro set.

“O primeiro set foi duro, mas a partir do segundo elas dominaram e nós erramos demais. Depois, começamos a jogar um pouco mais soltos, botamos a tática a frente de todo o resto. Colocamos pressão e elas começaram a errar. E a pressão foi muito importante para conseguirmos a vitória. Jogar bem taticamente é a única forma de ganhar de uma grande equipe como é Osasco”, disse Bernardinho.

O treinador fez questão de parabenizar a Unilever após a conquista do título. “O time está de parabéns. Trabalhou para isso e, mesmo com a ausência de uma jogadora importante como é a Logan Tom, o grupo prevaleceu. Algumas vezes se pensa muito no individual e nós privilegiamos o grupo. Elas trabalharam e mereceram a vitória”, afirmou Bernardinho.

A líbero Fabi se disse orgulhosa por ter feito parte da grande festa da manhã deste domingo. “Os ingressos se esgotaram muito rápido e é muito bom ver o reconhecimento do voleibol. Esse foi um jogo fantástico, asseguramos o título no coração e na raça e o nosso time está de parabéns. É um grupo guerreiro e acho que prevaleceu mais o coração do que a parte tática em alguns momentos”, comentou Fabi.

Na sua primeira final de Superliga, a ponteira da Unilever, Gabi, de apenas 18 anos, comemorou bastante o resultado. “Trabalhamos muito para chegar nesse momento, mas não imaginava uma festa tão linda. O time foi muito na base da superação. Não tínhamos as melhores peças, mas tínhamos um grupo muito forte e essa foi a diferença para conseguir a vitória. Sabíamos que eles eram os favoritos e o Bernardo trabalhou muito o nosso lado emocional. Entramos em quadra com o coração e isso foi muito positivo”, disse Gabi.

O JOGO

A Unilever fez o primeiro ponto da final. Com um ace da levantadora Fabíola, o Sollys/Nestlé foi para o primeiro tempo técnico em vantagem (8/5). O saque da equipe de Osasco dificultava a recepção do grupo carioca. A ponteira Fernanda Garay conseguiu um ponto de contra ataque e as atuais campeãs da Superliga fizeram 14/8. A central Juciely, da Unilever, foi para o saque na volta do segundo tempo técnico e, numa grande sequência, ajudou o time do Rio de Janeiro a empatar o marcador (16/16). A campeã olímpica Thaisa cresceu de produção e ajudou o Sollys/Nestlé a abrir três (20/17). A equipe de Osasco segurou a vantagem e fechou o primeiro set por 25/22.

O segundo set começou equilibrado. O saque do Sollys/Nestlé voltou a dificultar a recepção da equipe carioca e Osasco fez 7/4. A Unilever equilibrou a parcial e a diferença caiu para um (8/7). O bloqueio e o saque do time das atuais campeãs da competição funcionavam e o Sollys/Nestlé foi para o segundo tempo técnico com quatro de vantagem (16/12). O saque de Osasco seguia dificultando a recepção da equipe carioca. O Sollys/Nestlé continuou melhor no final do set e venceu a parcial por 25/19.

A Unilever veio para o terceiro set disposta a se manter viva na partida e abriu dois (8/6). O Sollys/Nestlé voltou a contra atacar com eficiência e virou o marcador (10/9). O set ficou equilibrado. A equipe carioca cresceu de produção e foi para o terceiro set com quatro de vantagem (16/12). Com um ponto de bloqueio, a Unilever venceu a o terceiro set por 25/20.

A equipe carioca manteve o bom momento no início do quarto set e fez 5/2. Com uma boa sequência de saques da levantadora Fofão, a diferença subiu para nove (12/3). No segundo tempo técnico, a equipe do Rio de Janeiro tinha 10 de vantagem (16/6). A Unilever seguiu melhor e venceu o quarto set por 25/15.

O Sollys/Nestlé fez o primeiro ponto do tie break. A Unilever começou o set bem no bloqueio e fez 3/1. Juciely se destacava no bloqueio e as cariocas fizeram 11/7. O Sollys/Nestlé cometia muitos erros. As cariocas seguiram melhores e fecharam o set por 15/9 e o jogo por 3 sets a 2.

EQUIPES

UNILEVER – Fofão, Sarah Pavan, Gabi, Natália, Juciely e Valeskinha. Líbero – Fabi
Entraram: Amanda, Regiane e Roberta
Técnico – Bernardinho

SOLLYS/NESTLÉ – Fabíola, Sheilla, Fernanda Garay, Jaqueline, Adenízia e Thaisa. Líbero – Camila Brait
Entraram: Ivna, Karine, Gabi e Larissa
Técnico – Luizomar de Moura

MELHORES DA COMPETIÇÃO
Melhor saque – Neneca (Rio do Sul)
Melhor recepção – Jaqueline (Sollys/Nestlé)
Melhor defesa – Camila Brait (Sollys/Nestlé)
Melhor bloqueio – Juciely (Unilever)
Melhor levantadora – Fabíola (Sollys/Nestlé)
Melhor atacante – Fernanda Garay (Sollys/Nestlé)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º - Unilever (RJ)
2º - Sollys/Nestlé (SP)
3º - Vôlei Amil (SP)
4º - Sesi-SP
5º - Banana Boat/Praia Clube (MG)
6º - Pinheiros (SP)
7º - Usiminas/Minas (MG)
8º - Rio do Sul (SC)
9º - São Cristóvão Saúde/São Caetano
10º - São Bernardo Vôlei (SP)

Fonte: CBV
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BRASIL: Após cirurgia, Mari passa bem e deve voltar à competição em seis meses

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ponteira faz procedimento por conta de um rompimento em ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Alta deve acontecer em dois dias

A ponteira Mari foi operada com sucesso na manhã desta quarta-feira, em uma clínica na Zona Sul do Rio de Janeiro. O procedimento durou cerca de quatro horas e, além de reconstruir o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, rompido em fevereiro, os médicos também encontraram um edema ósseo. Apesar disso, a jogadora passa bem e deve receber alta em, no máximo, dois dias.

- Acho que o pior, que era a cirurgia, já foi. Graças a Deus deu tudo certo. Agora vem outro momento, não menos doloroso, mas que depende de muita paciência e dedicação. Será um degrau a cada dia. Horas e mais horas de fisioterapia para conseguir recuperar meus movimentos o mais rápido possível - relatou a jogadora à assessoria de imprensa.

De acordo com a previsão dos médicos, o retorno às quadras deve levar em torno de seis meses. Mari já começa a tentar a andar de muletas nesta quinta-feira e, dentro de duas semanas, começará o trabalho de fisioterapia.

- O Dr. Ney disse que preciso controlar minha ansiedade. Como me recupero bem de lesões e da outra vez voltei em cinco meses, estou apostando que agora não será diferente. Quero voltar a jogar o mais rápido possível. Obrigada a todos que torceram por mim e mandaram mensagens de apoio. Essa força é muito importante nos momentos difíceis. Logo, logo estarei de volta - acrescentou a atleta de 29 anos.

Mari sofreu a lesão no ligamento ainda na Turquia, onde defendia o Fenerbahçe. Atualmente, ela procura uma equipe para disputar a próxima Superliga feminina de vôlei, mas não descarta fazer a transição para o vôlei de praia.

Fonte: globoesporte.com
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Brasil: Natália espanta 'nuvem negra' com lição de fé da mãe e ajuda de livro


Na fase de classificação da Superliga, o sorriso não conseguia esconder o que os olhos teimavam em denunciar. Natália não estava feliz. Apesar de as dores na canela terem sumido, a cabeça agora é que precisava de cuidados. Sentia-se longe de ser a Natália de antes das duas cirurgias. Até que a mãe, uma mulher de muita fé, pediu por sinais. E eles vieram. A fobia que tomava conta de Dona Lucimar toda vez que tentava, sem sucesso, entrar no tubo para fazer uma ressonância magnética, trouxe uma indicação de leitura de seu fisioterapeuta. O livro "O poder do subconsciente", de Joseph Murphy, ajudou a vencer o bloqueio. Sem perder tempo, pediu que a filha folheasse algumas páginas. Natália obedeceu. Aquelas palavras, associadas a um outro episódio contado pela mãe envolvendo Nossa Senhora, foram fundamentais para dar o estalo de que a ponteira do Rio de Janeiro tanto precisava. E na hora certa.

A tal da nuvem negra começou a se dissipar nos playoffs. O jogo de Natália cresceu e a fez ganhar ainda mais confiança para a decisão de domingo, contra o Osasco. Final que na temporada passada ela teve de acompanhar da arquibancada, com a sensação de impotência por não poder evitar aquela derrota para a equipe paulista por um 3 a 0. A partida no ginásio do Ibirapuera será disputada às 10h, com transmissão ao vivo da Rede Globo.

- Estou chegando perto da Natália que era antes. Na fase de classificação, estava bem longe, não fui bem. Dei uma crescida legal a partir das quartas. A cabeça da gente é algo complicado... Sempre pensava: "Será que vou conseguir fazer?". E não jogava bem. Eu estava na lama de cabeça. Aí procurei ajuda nos livros. Um deles me ajudou bastante, me deu dicas legais sobre o jeito de pensar, sobre a forma como falo comigo mesma. Claro que é preciso acreditar para que o desejo se concretize, mas isso me ajudou a repensar coisas. Eu tinha sempre uma nuvem negra em cima. Dúvidas, sabe? E passei a falar em voz alta que iria conseguir, falava para que o medo se afastasse de mim - disse a jogadora, que tem o sexto melhor saque (8% de aces) e a terceira melhor defesa (50,4% de eficiência) da Superliga.

E ele entendeu que era melhor mesmo ir cantar em outra freguesia. Natália estava determinada e sentia-se protegida pelas orações da mãe. Carrega no pescoço o cordão que ganhou dela com a imagem de Nossa Senhora. Lembra que precisa arrumar um dia para ir à Basílica de Aparecida, na companhia dos pais, para pagar uma promessa feita por Dona Lucimar. A cura tão pedida, depois de duas cirurgias na tíbia esquerda para a retirada de um tumor benigno, veio. Mas foi preciso pedir um sinal. Só unzinho para acalmar o coração. A história que fez Natália chorar no telefone no início do campeonato, no fim de novembro, causa a mesma reação ainda hoje. Antes mesmo que termine a frase "Se meu olho encher de lágrima, não liga, tá?", a voz já está embargada. Mesmo assim, ela toma ar e continua.

- Minha mãe é a pessoa de mais fé na família. E ela vive pedindo sinais. Lá na igreja de Joaçaba tem uma imagem de Nossa Senhora e, durante uma missa, pediu que fosse dado um sinalzinho para saber se o que estava pedindo iria acontecer. Pouco depois, o padre saiu do altar e foi andando até o banco onde minha mãe estava sentada, pegou a mão dela e disse: "A Natália recebeu um milagre, foi curada". O padre não ia falar aquilo por falar. Desabei de tanto chorar quando ela me contou. E fui sentindo a dor diminuindo ao longo dos dias. Deus coloca as coisas na nossa vida por algum motivo. E eu cresci e me fortaleci bastante com tudo isso.

Aprendeu a ter paciência. A lidar com uma longa espera até poder disputar novamente uma final de Superliga. Conta os minutos para que domingo chegue logo. Reza para que possa dar uma boa contribuição para a equipe que tanto apostou nela. Quer ir para casa com sorriso no rosto e não com as lágrimas que na edição passada demoraram tanto a secar. 

- Nossa, eu esperei bastante tempo para esse dia chegar. Quero mostrar serviço, servir para alguma coisa, corresponder às expectativas. No ano passado, a minha sensação foi de impotência. Não podia fazer nada. Eu não esqueço fácil derrotas. E lembro que o jogo foi de manhã e às oito horas da noite eu ainda estava chorando. As pessoas falavam para eu parar, mas não conseguia. Foi igual no Mundial de 2010. Chorei a madrugada inteira, de o olho ficar inchado. Tenho um motivo maior de estar com fome de título, mas acho que esse é o retrato de todo o time depois daquela derrota por 3 a 0 na temporada passada. Acho que todas nós estamos com o sentimento de final, com aquele sangue nos olhos.

Fonte: Mundo do Volei
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BRASIL: Giovane já não é treinador do Sesi


Em nota divulgada no final da tarde de terça-feira (02/04), o Sesi-SP anunciou que o técnico Giovane Gávio não comandará o time na temporada 2013/2014. Segundo a nota oficial, após uma reunião, houve comum acordo entre as partes para a não renovação do contrato. Após a eliminação para o Sada Cruzeiro no sábado (30/03), o técnico já havia dado uma declaração em seu twitter, dando a entender que não seguiria mais no time.

“Mais uma temporada se passou! Acertamos, erramos, aprendemos muitas coisas e com certeza lutamos muito para chegarmos no nosso máximo! Mas não conseguimos! Obrigado a Fiesp (Paulo Skaf) obrigado Sesi! Obrigado a todos que participaram dessa odisséia! Obrigado principalmente aos jogadores e CT que me apoiaram e se deram de corpo e alma pra esse time! Obrigado tb torcida que fez seu papel! Sigo em frente com cabeça erguida, coração triste, mas com enorme sentimento de que precisamos aprender mais, melhorar e continuar lutando! Foi um orgulho trabalhar com tantas pessoas especiais! Superando as dificuldades do dia a dia sempre com comprometimento, suor e amor!”, disse Giovane na rede social.

Como técnico do Sesi, Giovane Gávio conquistou a Superliga 2010/2011 e ainda três títulos paulistas de 2010, 2011 e 2012. Confira a seguir na íntegra a nota oficial do Sesi-SP:

Após quatro anos de um projeto vitorioso, com a conquista do tetracampeonato da Copa São Paulo (2009/10/11/12), do tricampeonato paulista (2009/11/12), da Superliga masculina de vôlei (2010/2011) e do campeonato sul-americano de vôlei (2011), Giovane Gávio não é mais o técnico da equipe de vôlei masculino do Sesi-SP.

Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (02/04), a diretoria de esporte do Sesi-SP e o técnico Giovane Gávio decidiram em comum acordo pela não renovação do contrato. O técnico buscará novos desafios para sua carreira e o Sesi-SP continuará desenvolver o seu projeto de voleibol com uma nova equipe técnica para a temporada 2013/14.

Diretoria Sesi-SP Esporte


Fonte: Melhordovolei
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SAÍDA DE REDE: A morte de um pedaço do vôlei brasileiro (e um livro que vale muito a pena)

terça-feira, 2 de abril de 2013


O último dia 23 de março foi de tristeza para o vôlei brasileiro: morreu Nicolau Radamés Creti. Não, ele não foi dirigente, nem técnico, muito menos jogador. Na verdade, tinha sua importância gigantesca nas palavras, sendo um dos melhores repórteres de vôlei que já trabalharam no Brasil.

Talvez os mais novos ou aqueles que não são ligados ao jornalismo não conheçam o trabalho dele, já que há alguns anos Nicolau havia tomado outros rumos profissionais. Seu legado, porém, ainda está por aí e um de seus pontos altos pode ser encontrado no livro “Vitória”, parceria com Cida Santos que conta a trajetória da seleção masculina de vôlei na conquista do ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992.

Não conheci Nicolau Radamés Creti pessoalmente, o que é uma pena, pois vários colegas em comum não hesitam em dizer que era alguém sensacional. Até por isso, decidi corrigir uma enorme falha minha e ler o livro antes de escrever este post sobre ele. Fiz isso durante o feriado graças a um empréstimo de um amigo e só posso dizer que me arrependi por não ter lido antes.

O livro é delicioso e conta várias passagens muito legais sobre aquele time que foi à Espanha desacreditado e voltou com o ouro. Por exemplo: as superstições dos jogadores e do técnico José Roberto Guimarães que beiravam a neurose e os strip-teases que as jogadoras da CEI (hoje Rússia) costumavam fazer para os brasileiros na janela da Vila Olímpica.

Para mostrar a competência da dupla Radamés/Cida e deixar quem não leu com “água na boca”, reproduzo abaixo um de meus momentos preferidos no livro, que explica como o então novato técnico Zé Roberto conseguiu a grande sacada daquele time: como colocar para jogar ao mesmo tempo Maurício, Marcelo Negrão, Carlão, Paulão, Tande e Giovane, um problema que os técnicos anteriores não conseguiram solucionar.


Carolina Canossa
Parceria Maisvoleibol / Saída de Rede ( http://saidaderede.com.br)




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SAÍDA DE REDE: Comandado por Wallace, Sada chega embaladíssimo a mais uma final

domingo, 31 de março de 2013

Duas vitórias por 3 sets a 0 contra um time contra o qual, até então, não havia vitória nesta temporada. Esta foi a sina do Sada Cruzeiro contra o Sesi nos duelos que colocaram os mineiros como primeiros finalistas da Superliga masculina de vôlei 2012/2013.

Estive acompanhando tudo de perto no ginásio da Vila Leopoldina e posso dizer que, apesar da eficiência do oposto Wallace e da inteligência do levantador William, é de se destacar o mérito do grupo inteiro. O ponteiro Filipe, por exemplo, fez um ótimo trabalho de recepção no saque, enquanto Maurício manteve o padrão de jogo necessário quando o cubano Leal precisou sair da partida. Aliás, no caso desta substituição, palmas para o excelente técnico Marcelo Mendez, dono de uma sensibilidade aguçada e um estudioso capaz de reverter bonito o favoritismo conquistado durante a fase classificatória pelo forte Sesi.

Douglas Cordeiro e Rogério, centrais discretos, mas respectivamente um atacante rápido e um bom bloqueador, também possuem sua parte na classificação para a terceira final nacional seguida do Sada. É bem verdade que o Sesi não jogou tudo o que sabe, afetado por muitos erros (34 ao todo), em especial no saque, e pelos problemas físicos de seus atletas, caso de Sidão, Serginho e Murilo. Porém, de forma alguma isso é desculpa para a derrota.

No melhor de todos os sets da partida em São Paulo, o último (encerrado apenas com um 36 a 34), o Sesi até passou a impressão que poderia acordar na série. Mas foi aí que a eficiência do oposto desequilibrou: Lorena, que vinha jogando relativamente bem, desperdiçou um saque e dois ataques nos momentos decisivos, um deles quando estava com bloqueio simples, mas sua canhota estourou na rede. Wallace, por sua vez, virou praticamente tudo o que recebeu, selando uma excelente partida onde praticamente ignorou o bloqueio adversário, principalmente quando o “baixinho” Murilo estava na rede. Mão, que veio do banco no lugar de Cleber, fez bem a sua parte nos últimos minutos de confronto, só que isso não foi suficiente para prolongar o jogo.

Com tudo o que apresentou contra o Sesi, arrisco a dizer que, independente de o adversário ser RJX ou Minas, o Sada entra na decisão do dia 14 com um leve favoritismo: além de ter mais tempo para descansar, os comandados de Marcelo Mendez embalaram de tal forma que vai ser difícil pará-los.


Momentos bizarros da partida

A despeito da qualidade técnica dos jogadores em quadra, o primeiro set do duelo entre Sesi e Sada Cruzeiro, teve suas bizarrices: primeiro, Sandro se esforçou tanto para salvar uma bola mal recepcionada por Murilo que quase derrubou o juiz da cadeira (a partir de 8min30s deste vídeohttp://www.youtube.com/watch?v=ma9umJvD0MI ). Como ele se agarrou na rede para parar, acabou rasgando parte da rede, que precisou de um cadarço improvisado para continuar em uso e ficou assim…


Pouco depois, o juiz de baixo se confundiu e quase puniu erroneamente o Sesi por um erro de posicionamento que não existiu. Ainda bem que a confusão se desfez a tempo.


Carolina Canossa
Parceria Maisvoleibol / Saída de Rede ( http://saidaderede.com.br)


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