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Saída de Redel: Brasil = Concentração

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dois duelos contra times tecnicamente muito inferiores e outro diante de uma equipe chata e em ascensão, que ainda contou com o apoio de um ginásio lotado. Do lado brasileiro, um show de concentração e maturidade. Assim, a seleção brasileira feminina de vôlei fechou a terceira semana do Grand Prix com mais três vitórias, mantendo a invencibilidade na temporada.

Alguém pode argumentar que o Brasil ainda não foi realmente testado, mas o time não tem culpa se pegou um grupo tranquilo neste final de semana. Foi lá e fez o que lhe cabia, deixando clara a sua superioridade técnica. O que vai acontecer a partir de agora é uma outra e interessante história.

O grande mérito da seleção neste fim de fase classificatória do Grand Prix foi conseguir manter um padrão forte de jogo mesmo quando as partidas já estavam completamente dominadas e as jogadoras começaram a ser substituídas. Contra a Argentina, a sequência de saques de Paula Pequeno no terceiro set beirou o surreal.

Outro destaque fica por conta de capacidade de não se abater quando, na primeira parcial contra a Tailândia, o juiz cometeu dois erros claros. Ao invés de ficar "chorando", o time foi lá, jogou bola e marcou uns quatro pontos seguidos. Pronto, resolvido. É assim que tem que ser.

Por fim, foi triste ver as cubanas mergulhando em um poço que ainda não sabemos se tem fundo. Os erros contra o Brasil foram tão básicos que Mireya, Torres, Carvajal e cia devem ter ficado com vontade de chorar. Alguém salve Cuba, por favor.

PS: Se a Rússia entregou ou não o jogo contra o Japão, pouco me importa. Mais cedo ou mais tarde, elas terão que encarar Brasil e EUA, os times dos quais supostamente fugiram.

Carolina Canossa
 Colunista do Brasil
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Saída de Rede: Brasil, considerações de duas semanas de Grand Prix

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Paula Pequeno está de volta. Depois de uma temporada complicada, a MVP da Olimpíada de Pequim conseguiu achar o bom vôlei que possui e é novamente uma ótima opção de ataque para a seleção brasileira. 
Nada como umas boas semanas enfurnadas em Saquarema com treinos físicos adequados e uma boa orientação técnica.

- Thaisa está voando. Disparado a melhor jogadora do Brasil até agora.

- Aliás, o bloqueio da seleção vem muito bem, incluindo ótimas contribuições de Dani Lins. O problema da “mão de fora”, que tanto atormentou o time no ano passado, foi corrigido.


- A defesa, em compensação, ainda precisa ser muito testada

- O saque está legal. Muita gente reclama porque o Brasil não dá porrada na bola, mas a tática do Zé em concentrar as bolas na posição 1 para dificultar a vida da levantadora adversária é bem eficiente, apesar de não render muitos aces.

- Contra a Itália, Sheilla foi pela primeira vez em meses substituída porque estava jogando mal. No fundo, isso pode ser positivo para o Brasil, já que é preciso ter alguém pronta para substituí-la em caso de necessidade durante um jogo importante. Ainda é cedo para maiores conclusões, mas Tandara me parece bem disposta a agarrar essa oportunidade. Seria o fim das chances de Joycinha?

- Outra que está prontinha para aproveitar uma chance é Fernanda Garay. Se no ano passado apenas compôs elenco no Mundial, ela agora tem entrado ao menos alguns minutos em todos os jogos e vem mantendo um bom nível. A disputa entre as ponteiras na seleção está cada vez melhor!

- Ok, admito: quero Jaqueline de volta logo à seleção para ver essa briga pegar fogo para valer.

- Em um jogo Dani Lins atua bem e Fabíola, mal. No seguinte, acontece o contrário. O desempenho das levantadoras do Brasil é sempre uma incógnita. Uma instabilidade que deve acontecer pelo menos até a Olimpíada de Londres, para desespero dos torcedores brasileiros. Que se acostumem, enquanto elas jogam o máximo possível para minimizar os efeitos da inexperiência em grandes partidas.

- Muitas das dificuldades das levantadoras têm origem no passe complicado de Mari e Paula. Com as duas em quadra, ganha-se muito em ataque, mas perde-se na recepção. É uma escolha, que funcionou bem em Pequim. Para funcionar de novo, é treino, treino, treino, treino e treino. E, mesmo assim, será sempre um risco.

- Bem legal ver que o vôlei feminino não é um esporte morto na Argentina. O caminho para elas ainda é muito longo, mas ao menos algo está sendo feito. Já a Rússia, sempre perigosa (e olha que a Sokolova ainda está de férias). Sérvia e Tailândia são, dentro de suas limitações, surpresas positivas, enquanto Cuba e China só acumulam decepções... E o Japão continua aquele time maluco, que pode tanto ganhar de um favorito como ser completamente dominado e perder por 3 a 0.

- O Grand Prix dá sono e não é só porque os jogos passam de madrugada no Brasil. Trata-se de uma competição muito desgastante para todo mundo. Já passou da hora de repensar seu formato.
Carolina Canossa
 Colunista do Brasil
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Saída de rede: Osasco no Mundial feminino

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Encerradas as longas férias, finalmente os clubes estão de volta à ativa. E o início da temporada 2011/2012 já se mostrou bom para os brasileiros, que através de Sesi e Osasco garantiram o título sul-americano no último fim de semana. Obviamente, essas conquistas não são nenhuma surpresa, mas confirmar o favoritismo sem sustos não deixa de ser um sinal positivo.

Agora, é hora de pensar no Mundial interclubes, em outubro. Que, no vôlei, infelizmente ainda não tem 10% da importância que possui no futebol, a ponto de ser jogado com um time B por Osasco, cujas principais atletas estarão com o Brasil na disputa dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Uma infeliz coincidência de datas que provocou uma situação desnecessária no calendário, desagradável tanto para a CBV quanto para os clubes e seus patrocinadores.

Para quem não se lembra, a vaga no Sul-americano é do campeão da Superliga. No caso, a Unilever. Quando anunciou sua nova volta ao vôlei, Fernanda Venturini chegou a mencionar a disputa do Mundial como um dos fatores que a motivaram. Mas a decisão de José Roberto Guimarães em ir ao México com força máxima culminou com a desistência da equipe carioca, que possui cinco de suas sete titulares na seleção.

Quando questionei Bernardinho sobre o assunto, durante o desembarque do vice-campeonato da Liga Mundial, usei o termo “abrir mão” da competição e ele logo tratou de me corrigir:
Eu não abri mão! A questão é que eu não tenho jogadoras. Não abri mão de nada, estou até com a corda no pescoço com os meus patrocinadores. Se eu não tenho jogadoras, como eu posso jogar no Mundial?”. Na sequência, o técnico olhou a rodinha de jornalistas em volta dele e começou a contar, em tom de brincadeira: “Um, dois, três, quatro... pronto, já tenho quase um time para o Mundial!”.

Herdeiro da vaga, Osasco, porém, resolveu encarar a situação de outra forma.Para o técnico Luizomar de Moura, o torneio é uma oportunidade de dar rodagem internacional a algumas atletas que pouco atuariam em uma situação de time completo. Ciente que somente uma incoerência muito grande e de última hora de Zé Roberto o fará contar com as principais estrelas do time no Oriente Médio, ele nem cogita pedir as dispensas delas, apesar de admitir que, assim, a chance de subir ao ponto mais alto do pódio é menor:
Com o elenco completo, eu acho que a gente teria condições de brigar pelo título. Hoje, é uma incógnita

Apesar de ver o lado dos clubes, eu também entendo Zé Roberto. Por mais que a gente saiba que o nível técnico em Guadalajara não será dos mais altos, ao menos é uma chance de dar uma última polida no time antes da Copa do Mundo, essa sim importante porque é classificatória para a Olimpíada de Londres. Antes encarar Cuba sob pressão que ficar confinado com somente parte do grupo em Saquarema. De quebra, ele ainda pode levar um ouro que não ganha desde 1999 e deixar o COB feliz.

E vocês, o que acham? Em breve eu volto para falar do Sesi no Mundial masculino.
Carolina Canossa
 Colunista do Brasil
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Saída de Rede: Jogou melhor ou o adversário piorou?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Encerradas as partidas da Liga Mundial em São Paulo, Serginho chamou a atenção ao destoar do pensamento do grupo: enquanto a maior parte dos jogadores falou em "melhor atuação" até agora, o líbero esbravejou contra a suposta falta de vontade dos jogadores de Porto Rico.

A dúvida sobre qual dos lados tinha razão ficou na minha cabeça e eu decidi consultar algumas estatísticas das quatro partidas entre os times para tentar chegar a uma conclusão:

Pontos do Brasil em erros de Porto Rico:
Partida 1 - 22
Partida 2 - 28
Partida 3 - 23
Partida 4 - 24

Percentual médio de ataques certos de Porto Rico:
Partida 1 - 33,68%
Partida 2 - 43,88%
Partida 3 - 34,94%
Partida 4 - 39,51%

Erros na recepção de Porto Rico
Partida 1 - 1/66 (30 recepções foram excelentes)
Partida 2 - 3/71 (45 recepções foram excelentes)
Partida 3 - 2/61 (30 recepções foram excelentes)
Partida 4 - 6/64 (32 recepções foram excelentes)

Pontos de Porto Rico em erros do Brasil:
Partida 1 - 07
Partida 2 - 22
Partida 3 - 19
Partida 4 - 15

Percentual médio de ataques certos do Brasil:
Partida 1 - 50,00%
Partida 2 - 48,84%
Partida 3 - 54,22%
Partida 4 - 54,29%

Desempenho do saque do Brasil (aces/erros/total):
Partida 1 - (0/7/66)
Partida 2 - (3/9/68)
Partida 3 - (2/12/73)
Partida 4 - (6/10/74)

Serginho deve ter lá os seus motivos para dizer o que disse e eu respeito, mas discordo dele. Pelos números, não é possível ver nenhuma grande alteração no desempenho de Porto Rico entre os quatro jogos, exceto o índice de recepções excelentes no segundo jogo, que foi uma exceção dentro da competição toda (basta pegar as estatísticas de todos os jogos deles disponíveis na FIVB).

Por outro lado, é notável o quanto o ataque brasileiro melhorou, assim como o ótimo desempenhho do saque neste domingo. Ainda há pontos para evoluir, em especial no bloqueio, mas é evidente que a seleção do Bernardinho vem em uma crescente. Reclamar que os porto-riquenhos não foram nenhum grande teste é válido, mas isso não era segredo desde o início da Liga Mundial. Neste caso, a culpa é mais do calendário que não impôs um grande desafio para o Brasil neste final de semana que dos rivais propriamente ditos.
Carolina Canossa
 Colunista do Brasil
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Saída de Rede: Os três passos da queda da invencibilidade brasileira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

E eis que, depois de uma bela virada no sábado, a seleção brasileira masculina sofreu a sua primeira derrota na Liga Mundial. Um resultado ruim que aconteceu em três passos:

1. O domínio dos Estados Unidos no começo do jogo
 Exceção feita às partidas contra a fraca seleção de Porto Rico em San Juan, o Brasil vem começando mal todos os seus jogos na competição. Desta vez, porém, não deu para se recuperar. É preciso reconhecer o mérito dos ponteiros norte-americanos, Anderson e Priddy, que fecharam o duelo respectivamente com 56% e 50% de aproveitamento no ataque. Com Stanley bem marcado, eles foram o desafogo do levantador Thornton, além de terem errado muito pouco na recepção.

2. A reação brasileira
Apesar de não ter entrado tão bem quanto no sábado, Sidão pelo menos fez com que o bloqueio brasileiro passasse a recuperar mais bolas a partir da metade do segundo set. Marlon, por sua vez, impôs uma distribuição melhor que a de Bruno e Wallace começou a virar as bolas que Vissotto não pontuava. A seleção então conseguiu levar a partida para o quarto set, quando chegou a ter chances reais de levar a partida para o tie-break.

3. Os erros que derrubaram tudo
O problema é que tais oportunidades não foram convertidas, majoritariamente por erros dos próprios brasileiros. Puxando pela memória rapidamente me lembro da levantada torta do Marlon para o Murilo (que provocou a volta de Bruno ao jogo), dois erros de ataque do Wallace, o João Paulo Bravo atrapalhando uma defesa do Sidão, um erro de saque do Murilo, uma falha de recepção dele e outra do Bravo, que deu o contra-ataque para os Estados Unidos fecharem o jogo. Sete pontos dados de bandeja. Assim, não há resultado que resista.

De qualquer forma, pela qualidade do time norte-americano, este não deixa de ser um placar normal e até esperado - desde que assumiu a seleção, em 2001, poucas vezes Bernardinho ganhou um torneio invicto. Com os quatro melhores primeiros e os três melhores segundos se classificando para a fase final, só uma tragédia tiraria o Brasil da disputa do título. Preocupa, porém, esses altos e baixos da equipe durante as partidas.

Carolina Canossa
 Colunista do Brasil
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Saída de rede: Os cortes da seleção masculina

quinta-feira, 9 de junho de 2011

De volta ao blog que ainda dá tempo. Aliás, muito tempo, dado que a Liga Mundial é uma competição longa e desgastante, para não usar a palavra "massacrante". Viagem para lá, jogo para cá, pouco tempo para ver a família, muito treino, jogos toda semana...

As quatro primeiras partidas do Brasil na Liga Mundial não trouxeram nenhuma grande novidade. Vários testes promovidos por Bernardinho, vitórias relativamente tranquilas contra Porto Rico e triunfos complicados contra a Polônia, um time que dá trabalho, mas precisa jogar mais com os meios e ser mais constante para virar um problemão de verdade para Bernardinho.

Uma das primeiras coisas que o técnico falou assim que chegou ao Brasil foi que estas seis partidas distribuídas por Rio, Belo Horizonte e São Paulo servirão para definir o grupo que jogará a fase de grupos e a fase final do exterior (se a classificação vier, óbvio). Portanto, dentro de duas semanas teremos quatro cortes no grupo atual.

Quem seriam os candidatos mais fortes? Não é difícil tentar adivinhar...

O primeiro, Alan. Com uma lesão no punho esquerdo, o líbero só joga a Liga Mundial este ano se tiver a recuperação mais espectacular da história do vôlei. Uma pena, pois é ótimo jogador e fez uma boa Superliga mesmo atuando com dores.

O segundo corte deve vir da posição de oposto, onde temos três atletas disputando uma só posição de titular. Vai ser a disputa mais acirrada e divertida de se ver: Leandro Vissotto costuma alternar partidas muito boas com atuações abaixo da média, Wallace mostrou um belo cartão de visitas no domingo (5) e Theo é discreto, na dele, quase não aparece, mas não deve ser desprezado.

A exigência da inscrição de dois líberos entre os 14 atletas da fase final salva Mario Jr., e os cortes finais devem vir da posição de ponteiro. Dado que a saída de Giba, Murilo ou Dante só aconteceria em caso de contusão ou pedido de dispensa, os dois João Paulos, o Bravo e o Tavares, e Thiago Alves brigam pela vaga restante. E, assim como aconteceu no Mundial do ano passado, o primeiro já sai na frente, com titularidade em três dos quatro jogos realizados. Muita coisa pode acontecer até o fim dos jogos em São Paulo, mas se as coisas acontecerem dentro da "normalidade", o Brasil tentará o décimo título da Liga com Bruno, Marlon, Giba, Murilo, Dante, João Paulo Bravo, Serginho, Mario Jr., Gustavo, Lucão, Rodrigão, Sidão, Vissotto e Wallace (Theo). 
Carolina Canossa
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Saída de Rede: Martha, a dentista que joga entre profissionais

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Esta é uma daquelas histórias curiosas do esporte. Assim que foi divulgada a lista de atletas convocadas para a seleção brasileira militar, um nome me chamou a atenção. Entre jogadoras que estão nos principais times da Superliga ou até mesmo foram convocadas por José Roberto Guimarães (sem contar a campeã olímpica Valeskinha), uma líbero cuja equipe era a Marinha do Brasil.

Foi então que eu resolvi saber quem era a capitão-tenente Martha. Pesquisa daqui, conversa com alguém ali, descobre um telefone... cheguei até ela. Trata-se de uma dentista, que jogou em bom nível quando era juvenil e foi redescoberta anos depois de abandonar o vôlei em um torneio de Masters, no CT de Saquarema.

A história completa pode ser lida clicando aqui. Trata-se também de uma forma de atender ao pedido do Carllos, que no post "Qual é o time ideal da Superliga feminina?" me pediu mais informações sobre a seleção militar.

Aliás, em conversa com o Hélio Griner, que é o técnico deste time, descobri que serão feitas negociações com a CBV para definir a presença ou não da Garay e da Juciely durante os Jogos Mundiais Militares, programados para julho no Rio. Espero que gostem deste lado diferente do vôlei!

Carolina Canossa
 Vôlei do Brasil
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Saída de Rede: A seleção B do Brasil

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Esta semana o Zé Roberto promete divulgar os nomes da seleção B (clique aqui para ver a entrevista, na qual ele também confirma que pretende levar força máxima para os Jogos Pan-americanos). Quais jogadoras você acha que devem figurar nesta lista?

Atualizado: Saiu a lista!


Minhas opções, abaixo. Entretanto, um aviso: como nas últimas semanas mal acompanhei o vôlei em outros países, não sei se alguma brasileira andou arrebentando no exterior. Tratam-se, portanto, de nomes tirados da Superliga.

Acredito apenas que, no caso das levantadoras, Dani Lins e Fabíola devem ser mantidas, uma vez que elas precisam de muita rodagem para se fixar na seleção. Ambas precisam jogar o máximo possível, viver diversas situações do jogo. O mesmo se aplica a Juciely e Fernanda Garay: 
Levantadoras -> Fabíola e Dani Lins
Meios -> Letícia Hage, Juciely, Fernanda Ísis, Nati Martins e Natasha
Ponteiras -> Fernanda Garay, Suelle, Priscila Daroit e Ju Costa
Opostas -> Lia, Ju Nogueira e Tandara (poderia ser aproveitada na ponta)
Líberos -> Michelly e Camila Brait 
Carolina Canossa
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Saída de Rede: Fernanda Venturini regressa à alta competição

terça-feira, 17 de maio de 2011

A maior parte das jogadoras brasileiras já decidiu o clube que defenderá na próxima temporada, mas ainda resta uma enorme dúvida: quem será a levantadora da Unilever, responsável por, nas próprias palavras de Bernardinho, conduzir uma "máquina" que conta com Sheilla, Mari e Natália no ataque? Entre as possibilidades estão Ana Tiemi, a chegada de uma estrangeira ou... Fernanda Venturini!

Aos 40 anos, Fernanda prova outra vez que não consegue se desenvencilhar do vôlei, a ponto de começar a rivalizar seriamente com Oscar Schmidt como atleta que mais vezes cancelou a aposentadoria. Depois de dois anos sossegada - o último boato havia sido em 2009, quando ela foi inscrita na Superliga como medida de precaução -, eu mesma não acreditava na hipótese de um novo retorno dela. Só que as pessoas nunca perdem a oportunidade de surpreender.

Como admiradora de vôlei, eu adoraria ver Fernanda de volta. Ela pode até ser uma personalidade controversa fora das quadras, mas não dá para fechar os olhos para seu enorme talento. A idade por si só não é um problema: aos 41 anos, Fofão continua atuando em alto nível e sabe-se que Fernanda tem se mantido em excelente forma física.

Mas me preocupa outros aspectos: primeiro, o mais óbvio. Um possível retorno de Venturini prejudicaria ainda mais o já abalado processo de renovação na posição. Dani Lins, Fabíola, Tiemi, Ana Cristina, Roberta, etc., precisam jogar, ainda que em um nível mais baixo que o das antecessoras. Ou vamos contar com eventuais retorno de ambas até a Olimpíada de 2036?

Outro fator que me incomoda, mas aí já é uma cisma minha, é se Fernanda conseguiria voltar ao ritmo que se exige de uma atleta profissional depois de passados quatro anos de sua última partida oficial. Michael Jordan e Michael Schumacher são dois nomes que passaram por maus bocados em suas tentativas de retorno ao esporte de alto nível. E ambos são lendas vivas do esporte. Sendo assim, prefiro eternamente só imaginar o estrago que Fernanda faria se voltasse ao voleibol. Há boas levantadoras aí, capazes de ajudar esse timaço da Unilever seja mais uma vez campeão. Um outro título de Superliga é muito pouco para Venturini arriscar o mito que representa.

Carolina Canossa
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Brasil: Unilever vence Superliga de vôlei feminino

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Unilever retoma a sua hegemonia no vôlei feminino do Brasil

Cinco títulos nos últimos sete anos. Este é o retrospecto da equipe Unilever (antigamente chamada Rexona) no cenário do vôlei feminino brasileiro. No sábado passado (30), o time levantou mais uma taça, ao bater seu maior rival, o Osasco, na decisão da Superliga por 3 sets a 1 - foi a sétima final seguida entre os dois clubes na competição.

Hegemonia pode não ser bom, mas não há como negar o merecimento da Unilever, sediada no Rio de Janeiro. Em anos anteriores, a vitória no Campeonato Brasileiro veio mesmo com times teoricamente mais fracos. Até quando não levou, caso do ano passado, o time deu um trabalho danado e ficou muito perto do primeiro lugar.

Desta vez, a Unilever fecha a temporada com apenas duas derrotas em 27 jogos. Titular absoluta da seleção brasileira, a oposto Sheilla foi o grande destaque da Superliga e ganhou dois prêmios individuais: o de maior pontuadora e o de melhor atacante. Trata-se da grande jogadora do país neste momento e, talvez, do mundo.

Outras atletas também merecem menções: a ponteira Mari, recuperada após cinco meses afastada das quadras devido a uma grave lesão no joelho, que a tirou do último Campeonato Mundial. Também não podemos esquecer das centrais Juciely e Valeskinha que, apesar de baixas para a posição (respectivamente 1,84m e 1,80m), deram um show nos bloqueios e ataques pelo meio.

Na armação das jogadas, a levantadora Dani Lins mostrou toda a sua habilidade e prova que tem sim condição de lutar pela titularidade na seleção brasileira, perdida para Fabíola. Lá atrás, a pequena líbero Fabi foi mais uma vez a base de uma defesa que toca em praticamente todas as bolas, por mais difíceis que elas sejam.

Desde a sua criação, em 1997, a Unilever sempre foi comandada pelo técnico Bernardinho, que ganhou fama internacional ao levar a seleção brasileira masculina ao topo do vôlei mundial. Não por acaso, com ele a equipe conquistou sete títulos nacionais e hoje é a maior campeã do país. Ao lado de sua competente comissão técnica, o treinador é um exemplo a ser seguido.

O mercado está aberto e ainda não se sabe quais jogadoras a Unilever conseguirá manter na próxima temporada. Entretanto uma coisa é certa: não importa que fique ou quem saia, o time sempre será um forte candidato a levar a taça para casa.
 Carolina Canossa
 Vôlei do Brasil







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Brasil: Giovane Gávio é campeão brasileiro como treinador do SESI

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Astro da geração de 1992, Giovane é campeão brasileiro como treinador

Há 19 anos, quando o Brasil conquistou a inédita medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona, Giovane Gávio se tornou um dos grandes ídolos do Brasil. Excelente jogador, atlético e bonitão, ele passou a ser o protagonista dos sonhos de uma série de meninas brasileiras, podendo facilmente ter largado tudo para se tornar modelo.

Mas ele não quis seguir por este caminho e continuou a carreira como atleta, onde ainda conquistaria outro ouro olímpico (em Atenas-2004) e um Campeonato Mundial (Argentina-2002). Quando deixou as quadras, no início de 2005, ele resolveu investir na carreira de técnico. Erra daqui, aprende ali, trabalha bastante... e eis que no último domingo (24), ele se sagrou campeão brasileiro pela primeira vez na nova função.

Na final da Superliga brasileira de vôlei, o Sesi, de Giovanni, bateu o Sada Cruzeiro, comandado pelo argentino Marcelo Mendez por 3 sets a 1, em partida de altíssimo nível técnico realizada com um público de 16 mil pessoas e transmissão em TV aberta.

Em quadra, estavam alguns dos principais nomes do vôlei do país, como Murilo, MVP do último Mundial e o líbero Serginho Escadinha (ambos do Sesi), além de nomes que devem ser observados de perto, caso do levantador William Arjona (do Sada) e dos opostos Wallace Martins (Sesi) e Wallace Souza (Sada).

O grande mérito de Giovane foi saber montar um elenco coeso, bem equilibrado em todos os aspectos e que aliava a experiência de grandes astros com a juventude de atletas talentosos que ainda buscam o seu espaço. Ele ainda conseguiu lidar bem com as adversidades, como as ausências de Murilo, Serginho e Thiago Alves em diferentes momentos da temporada, o que fez com que todos os reservas estivessem bem preparados. A estrutura do clube também é muito boa, fazendo com que todos se preocupassem com o que devem: vôlei.

Penso que ainda é cedo para se falar em Giovane como técnico da seleção brasileira, já que lhe falta continuidade como treinador, mas ele certamente só tem a contribuir para o voleibol nestas terras. É justamente aí que está o grande segredo da modalidade no país: muito trabalho e renovação em todas as áreas.
Carolina Canossa
Vôlei do Brasil
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Saída de Rede: Playoffs começam já segunda-feira

domingo, 20 de março de 2011

Sem favorito, playoffs começam no Brasil

País do vôlei vice-campeão olímpico e mundial, o Brasil entra nesta semana na fase decisiva para definir seu campeão. Depois de quase quatro meses de disputas da etapa classificatória da Superliga masculina de vôlei, foram definidos os oito times que seguem na luta pelo título. Difícil mesmo é apontar algum favorito, tamanho tem sido o nível técnico da competição.

O bom momento económico vivido pelo país nos últimos anos fez com que as equipes brasileiras conseguissem repatriar nomes como Giba e Ricardinho. Mas engana-se quem pensa que eles tiveram facilidades por aqui: enquanto o Pinheiros, time do atacante, se classificou apenas em sexto lugar, o Vôlei Futuro, equipe do levantador, foi a sétima colocadas. Apesar de já recuperados, os dois consagrados jogadores também sofreram com lesões.

Como consequência, eles não terão duelos nada fáceis na série melhor-de-três partidas que define os donos das vagas nas semifinais do Brasil. O Vôlei Futuro, por exemplo, encara a Cimed, atual campeão nacional e que disputou nada menos que as últimas cinco finais da disputa, ganhando quatro títulos. A equipe ainda conta com Bruno, levantador titular da seleção brasileira na conquista do Mundial 2010.

Já o Pinheiros terá pela frente o Sada Cruzeiro, consistente projeto do estado de Minas Gerais que baseia o seu elenco em jogadores que só tiveram poucas oportunidades na seleção porque o grupo do técnico Bernardinho estava definido. É o caso dos pontas Léo Mineiro, Filipe Ferraz e Samuel, dos centrais Renato Felizardo, Acácio e Douglas Cordeiro, além do oposto Wallace.

Estado tradicional no vôlei verde-amarelo, Minas Gerais, terá um confronto somente para si. E que confronto! Atual vice-campeão, o Montes Claros terá que passar pelo tradicional Minas para chegar à sua segunda final de campeonato nacional em dois anos de existência. Os rivais, porém, querem se recuperar da campanha ruim da última temporada, quando pararam justamente nas quartas. Para isso, o Minas conta com Marlon, levantador reserva da seleção brasileira, e André Nascimento, por muitos anos titular absoluto da saída de rede do time de Bernardinho.

O único time que aparentemente terá uma vida mais fácil nesta fase é o Sesi. Líder da fase classificatória, a equipe de São Paulo vai enfrentar a Medley/Campinas, que só assegurou sua vaga na penúltima rodada da disputa. Comandado por Giovane Gávio, campeão olímpico em 1992, o Sesi ainda tem Murilo, melhor jogador do mundo em 2010, e Sergio Escadinha, que por muitos anos foi considerado o melhor líbero do mundo.

Os jogos decisivos começam já nesta segunda-feira (21). Recapitulando os confrontos:

Sesi (1º) x Medley/Campinas (8º)
Cimed (2º) x Vôlei Futuro (7º)
Sada/Cruzeiro (3º) x Pinheiros/Sky (6º)
BMG/Montes/Claros (4º) x Vivo/Minas (5º)
Carolina Canossa
Vôlei do Brasil
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MAISVOLEIBOL: Apresentamos nova Colunista

É a nova colunista do nosso site!

É com grande prazer que anunciamos a inauguração da coluna “Vôlei do Brasil” de autoria de Carolina Canossa, nossa nova colunista.

Carolina Canossa, é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou anteriormente no site Gazeta Esportiva.Net entre 2005 e 2011, tendo também publicado diversos artigos em sites como Ig, ESPN Brasil e Terra. Presentemente trabalha no portal R7, da Rede Record.

A partir deste momento, sob a escrita da Carolina Canossa passaremos a ter notícias e artigos relacionados com o voleibol que se pratica nesse maravilhoso país, o nosso grande irmão Brasil.

Em nome de toda a equipe do MAISVOLEIBOL desejamos-lhe as Boas vindas com votos de grande sucesso nesta «nossa» nova empreitada.
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