Saída de Rede: Os três passos da queda da invencibilidade brasileira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

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E eis que, depois de uma bela virada no sábado, a seleção brasileira masculina sofreu a sua primeira derrota na Liga Mundial. Um resultado ruim que aconteceu em três passos:

1. O domínio dos Estados Unidos no começo do jogo
 Exceção feita às partidas contra a fraca seleção de Porto Rico em San Juan, o Brasil vem começando mal todos os seus jogos na competição. Desta vez, porém, não deu para se recuperar. É preciso reconhecer o mérito dos ponteiros norte-americanos, Anderson e Priddy, que fecharam o duelo respectivamente com 56% e 50% de aproveitamento no ataque. Com Stanley bem marcado, eles foram o desafogo do levantador Thornton, além de terem errado muito pouco na recepção.

2. A reação brasileira
Apesar de não ter entrado tão bem quanto no sábado, Sidão pelo menos fez com que o bloqueio brasileiro passasse a recuperar mais bolas a partir da metade do segundo set. Marlon, por sua vez, impôs uma distribuição melhor que a de Bruno e Wallace começou a virar as bolas que Vissotto não pontuava. A seleção então conseguiu levar a partida para o quarto set, quando chegou a ter chances reais de levar a partida para o tie-break.

3. Os erros que derrubaram tudo
O problema é que tais oportunidades não foram convertidas, majoritariamente por erros dos próprios brasileiros. Puxando pela memória rapidamente me lembro da levantada torta do Marlon para o Murilo (que provocou a volta de Bruno ao jogo), dois erros de ataque do Wallace, o João Paulo Bravo atrapalhando uma defesa do Sidão, um erro de saque do Murilo, uma falha de recepção dele e outra do Bravo, que deu o contra-ataque para os Estados Unidos fecharem o jogo. Sete pontos dados de bandeja. Assim, não há resultado que resista.

De qualquer forma, pela qualidade do time norte-americano, este não deixa de ser um placar normal e até esperado - desde que assumiu a seleção, em 2001, poucas vezes Bernardinho ganhou um torneio invicto. Com os quatro melhores primeiros e os três melhores segundos se classificando para a fase final, só uma tragédia tiraria o Brasil da disputa do título. Preocupa, porém, esses altos e baixos da equipe durante as partidas.

Carolina Canossa
 Colunista do Brasil

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