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VOLEI FALADO: O que é nacional é bom!

terça-feira, 2 de abril de 2013


No passado sábado, tivemos a final da Taça em voleibol feminino, frente a frente e desculpem a expressão, tivemos um Brasil versus Portugal.
Dum lado as açorianas do CD Ribeirense com as suas brasileiras e do outro lado o GDC Gueifães apresentando as portuguesas.

Antes demais e para que não comecem com as acusações de que sou contra isto ou aquilo, o facto é que por muito que tentem encobrir alguns factos, o que realmente interessa neste caso, é que se a situação fosse ao contrário, certamente estaríamos a falar das brasileiras que o Gueifães pudesse ter ou não ter no seu plantel.

O facto é que desde que se abriram as portas a atletas europeus e não só, em minha modesta opinião, alguns clubes aproveitaram-se dessa forma para se promoverem no desporto nacional com a aquisição de atletas estrangeiros.

Tenho acompanhado algumas equipas femininas do nosso principal escalão, devo reconhecer que temos de louvar a forma como muitos destes clubes se organizam internamente sempre pensando como melhorar a suas equipas nos próximos anos, mas recorrendo à tal mão de obra barata, ou seja, apostando nos escalões de formação.

Neste meu acompanhamento pude verificar, que a maioria das equipas provenientes das ilhas, no que refere ao escalão sénior feminino, aposta muito e quando digo muito, falo numa percentagem a rondar os 90% de todo o seu plantel em atletas estrangeiras, quase sem apostar nos chamados escalões de formação.

Por momentos, ponho-me no lugar dum destes treinadores, e.... provavelmente, se eu pudesse também apostaria em atletas estrangeiros, e na certa treinasse a equipa que fosse, certamente também conquistaria títulos, pois como diz o outro, “assim não custa”.

Não estando a acusar ninguém, não sei como estão os escalões de formação dos clubes das ilhas, mas a avaliar pelos seus planteis seniores, apenas poderei dizer que provavelmente a qualidade não abunda por lá, pois o numero de atletas formadas nesses clubes e que chegam a seniores são praticamente nulos ou em alguns casos nem existem.

Por assim dizer e se as coisas continuarem assim, iremos continuar a ver equipas que apostando praticamente em atletas formadas no estrangeiro, chegam e dominam praticamente o nosso voleibol lusitano.

A mim, certamente preocupa-me, aos outros não sei. Mas deixo espaço aberto para mais um debate.
Mas uma coisa posso dizer, em comentário ao jogo da final da taça, parabéns às equipas pelo espectáculo proporcionado e já agora os parabéns à formação, porque o que é nacional, é bom.


Joaquim Teixeira, volei falado
maisvoleibol 2013


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PORTUGAL: CD Ribeirense vence a sua 4ª Taça de Portugal

sábado, 30 de março de 2013



A equipa de seniores femininos do CD Ribeirense, da Ilha do Pico, rubricou hoje mais uma página de ouro no seu historial ao erguer pela quarta vez a Taça de Portugal, terceira consecutiva, depois de vencer, por 3-1 (24-26, 25-23, 25-22 e 25-20) o GDC Gueifães, num jogo digno de uma Final da Taça de Portugal.

As equipas aplicaram-se a fundo para vencer o jogo, tornando o espectáculo equilibrado e competitivo, e quem beneficiou com isso foi o público, que nunca se cansou de apoiar as suas cores.

O primeiro ponto do set inicial coube a Luana Gomes, concretizado no ataque, e foi mesmo esta jogadora que, a servir, impulsionou o CD Ribeirense para uma vantagem (5-1) que se manteve até ao primeiro tempo técnico (8-4).

Um ataque desferido por Marta Hurst amenizou a diferença (6-9), mas as açorianas não se deixaram atemorizar e aumentaram o seu pecúlio para cinco pontos de diferença (12-7), obrigando Nuno Costa a reunir com as suas jogadoras. 

E a conversa pareceu surtir efeito, já que Joana Ferreira (ataque), Viviane Isidoro (serviço directo)e Catarina Costa (bloco) equilibraram as forças (11-12). Depois, dois erros das picoenses deram mesmo a vantagem às maiatas (13-12) e Paulo Barreto teve de reunir com as suas pupilas e tentar quebrar o bom momento do GDC Gueifães.

Debalde, já que as maiatas chegaram à segunda paragem obrigatória a vencer por três pontos (16-13), o que premiava a sua assinalável recuperação. 

Um ataque de segunda linha de Marta Hurst, logo seguido de um bloco da mesma jogadora, ajudou a aumentar a distância (18-14) e motivou novo pedido de tempo por parte do CD Ribeirense.

Uma curta de Viviane Isidoro (21-16) pôs a nu as dificuldades sentidas pela defesa alta das açorianas em travar o ataque das maiatas.

A reacção do CD Ribeirense, com Kátia a servir (19-21) assustou os adeptos maiatos, mas a sua equipa respondeu à altura (23-19).

A pressão final das açorianas e a ansiedade da maiatas, tornaram difícil saber o nome da equipa vencedora do set (24-24).

Nuno Costa pediu um desconto de tempo e isso foi, novamente, decisivo, já que as maiatas selaram o parcial com o resultado de 26-24.

Os momentos iniciais do segundo set denotaram o nervosismo das duas equipas, pois sucederam-se os erros, tanto no ataque como no serviço.

Dissipado o nervosismo, as açorianas adiantaram-se (8-5), mas sempre com forte oposição das suas adversárias (8-9, num serviço directo de Hurst). 

Entrou-se, então, numa toda de jogo mais equilibrada (10-10, 12-12), quebrada por um pressing do Gueifães, que, com um serviço e um ataque fortes, obrigou as açorianas a cometerem erros (17-13, 18-14 e 20-16).

A boa visão de jogo de Kátia Oliveira encurtou a distância (18-20), mas um ataque de Joana Ferreira (23-20) voltou a colocar as maiatas em excelente posição para fecharem o set.

Cíndia Amorim não estava de acordo e, com um serviço, directo, igualou a contenda (23-23). Este novo fôlego das picoenses foi recompensado com o triunfo no set: 26-24.

O CD Ribeirense entrou melhor no terceiro set (4-2), mas o Gueifães reagiu e Joana Ferreira colocou as maiatas em vantagem (5-4). Contudo, Kátia Oliveira igualou (6-6) e Fabiola Gomes e um ataque falhado por Marta Hurst deram vantagem ao CD Ribeirense à chegada ao primeiro tempo técnico (8-6).

Empolgadas, as jogadoras de Paulo Barreto deram um volume ainda maior à diferença (11-6) e motivaram a reunião de Nuno Costa com as suas jogadoras.

Mas o GDC Gueifães continuava a denotar nervosismo e o segundo tempo técnico (16-10) chegou com um erro no ataque das maiatas.

O desassossego das maiatas contrastava com a confiança, a subir em flecha, das picoenses, que entraram na recta final do set em clara vantagem, através de um ataque de Luana Gomes (19-10).

A reacção das maiatas surgiu e com força (16-21, 21-22) e teve de ser Cíndia Amorim a travar a cavalgada pontual das maiatas (23-21). 

Viviane Isidoro ainda rubricou o 22-23, mas Luana Gomes respondeu à altura (24-22) e um bloco duplo (Fabiola/Luana) deu o triunfo às açorianas: 25-22.

Super-motivadas por terem dado a volta ao jogo, as insulares entraram de rompante no quarto set (5-1), mas as maiatas reagiram intempestivamente e equilibraram o jogo (6-6) e, com dois pontos de Viviane Isidoro, colocaram-se mesmo em vantagem (9-8).

Um bloco de Fabiola pôs o CD Ribeirense a vencer (12-10), mas um ataque ao segundo toque da distribuidora Joana Neto voltou a igualar as forças (12-12).

Dois serviços directos de Luana Gomes distanciaram as açorianas no marcador (16-12).

Foi a capitã Ana Freches quem procurou estancar a hemorragia de pontos (13-17).

Fabiola, com um ataque de segunda linha, colocou o CD Ribeirense numa excelente posição para atacar a recta final do set (21-16) e selar o triunfo na Final com o resultado de 25-20.

Fabiola Gomes (23 pontos) e Luana Gomes (16) foram as marcadoras de serviço do CD Ribeirense, enquanto Marta Hurst (17) e Joana Ferreira (15) foram as maiatas mais concretizadoras.

Paulo Barreto, Treinador do CD Ribeirense: "Muito sinceramente, já estava à espera que o Gueifães nos criasse dificuldades. Já foi finalista três vezes e a vontade de vencer a competição é enorme e é legítimo que queira vencer. 
Sabíamos que iria ser um jogo no qual a parte emocional iria pesar muito e, felizmente, pesou para o nosso lado, mas aconteceu porque trabalhámos a cabeça de algumas jogadoras durante a semana, pois algumas nunca tinham sido vencedoras, mas tinham sido finalistas por outro clubes.
Não fizemos um grande jogo, mas conseguimos vencer e isso era o mais importante, pelo que todo o grupo de trabalho está de parabéns".

Nuno Costa, Treinador do GDC Gueifães: "Acreditamos sempre que é possível vencer, esse é o nosso lema.
Entrámos bem no jogo e conseguimos que o nosso adversário fizesse o que nós queríamos. O segundo set foi extremamente equilibrado no final e o facto de a vitória ter pendido para o lado do nosso adversário acabou por ser decisivo...
Depois, começámos mal o terceiro set, conseguimos equilibrar nos pontos finais, mas não vencemos e, no quarto set, a maior experiência das jogadoras do Ribeirense em jogar finais pesou a seu favor.
Apesar do resultado, estou satisfeito porque a equipa mostrou que estamos no bom caminho e agora vamos a ver o que conseguimos fazer na recta final do campeonato.
Gostaria era poder continuar a manter este grupo de trabalho".


Fonte: FPV
maisvoleibol 2013

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PORTUGAL: Final da Taça de Portugal Feminina disputa-se no próximo sábado

quinta-feira, 28 de março de 2013


A Final da Taça de Portugal - seniores femininos disputa-se no sábado (30 de Março), às 15h00, no Pavilhão Multiusos de Baião e opõe o CD Ribeirense e o GDC Gueifães, sendo organizada pela Federação Portuguesa de Voleibol e pela Associação de Voleibol do Porto, com a colaboração da Câmara Municipal de Baião.

O jogo decisivo da prova-rainha do Voleibol será disputado, pela sétima vez consecutiva, naquela vila nortenha e a entrada é livre. O encontro poderá ser seguido igualmente em directo pela televisão (Sport TV) e através do sistema de live score na página oficial da FPV.

A Final entre o CD Ribeirense e o GDC Gueifães é uma reedição de 2009, também disputada em Baião. Na altura, as açorianas venceram as maiatas por 3-1 (25-14, 18-25, 25-17 e 25-16).

O CD Ribeirense ergueu por três vezes o troféu. Nas outras duas edições em que foi finalista vencedora, a equipa da Ilha do Pico derrotou o CA Trofa (3-1, em 2011) e o Castelo da Maia GC (3-0, em 2012). 
Na outra Final que atingiu, em 2006, o CD Ribeirense disputou o jogo decisivo com o CA Trofa, tendo perdido pela margem máxima.

Finalista em três ocasiões consecutivas (2007, 2008 e 2009), o GDC Gueifães nunca venceu a Taça de Portugal.

Nas Meias-finais da presente época, o GDC Gueifães e o CD Ribeirense derrotaram, respectivamente, o SC Espinho (3-0: 25-15, 25-11 e 25-18) e o Leixões SC (3-2: 25-21, 18-25, 20-25, 25-22 e 15-13).


Fonte: FPV
maisvoleibol 2013
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PORTUGAL: Já são conhecidos os Finalistas da Taça de Portugal

domingo, 10 de março de 2013


O Vitória SC vai defrontar a AJF Bastardo na Final da Taça de Portugal 2013 - masculinos, a disputar no Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia, em Coimbra, pelas 19h00 do dia 23 de Março.

A equipa açoriana qualificou-se para a Final ao vencer, hoje, no recinto do Castelo da Maia GC, por 3-0 (25-23, 25-22 e 25-19).

Em femininos, a Final coloca frente a frente o GDC Gueifães e o CD Ribeirense, que derrotaram, ontem, respectivamente o SC Espinho (3-0: 25-15, 25-11 e 25-18) e o Leixões SC (3-2: 25-21, 18-25, 20-25, 25-22 e 15-13).

A Final será disputada, pela sétima vez consecutiva, no Pavilhão Multiusos de Baião, no dia 30 de Março de 2013, pelas 15h00.

Os jogos das finais da Taça de Portugal vão ser transmitidas em directo pela Sport TV.


Fonte: FPV
maisvoleibol 2013



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Volei Falado: A idade da Inocência

domingo, 9 de dezembro de 2012


Começava esta minha crónica pedindo desculpas aos leitores pelo facto de na última crónica que aqui postei ter dito que seria a última deste ano, mas não será, pois tenho um sentido de humor muito brincalhão e preguei uma pequena mentira, na qual peço que me desculpem.

O titulo desta minha crónica, pode ser até no mínimo curioso e ao qual muitos perguntarão o porque dele e passo a explicar ao que se deve.

Neste domingo a convite do meu amigo Artur Nunes, fui assistir a um jogo da sua equipa ao pavilhão Municipal de Gueifães, Maia, entre as formações do GDC Gueifães e o Boavista FC na categoria de Infantis Femininos.

O jogo em si, não foi nada de especial, apenas com um sentido e com a meu entender apenas uma equipa com vontade de ganhar o encontro, que neste caso foi a equipa da casa, o Gueifães.

Contudo o jogo despertou-me muita atenção e com olhos de ver, analisei algo ao qual já não me recordava de ver. Habitualmente costumo dizer que cada escalão de formação corresponde a uma fase e cada fase atribui um nome ou um titulo, e por tal, nesta categoria de infantis chamo da idade da inocência e explico o porque?

Analisando o jogo, apenas deu um sentido, o Gueifães atacou e venceu categoricamente, mas ainda assim deu para ver algo que já não via há muito, muitas manchetes, muitos passes, serviços falhados parte a parte, poucos ataques e acima de tudo a ausência de blocos. Quem assistiu ao jogo podia dizer que estava a ver um jogo de minis, com apenas mais jogadores em campo e um árbitro presente.

Realmente durante o jogo, apenas a equipa do Gueifães conseguiu fazer alguns ataques, quase sempre pelas mesmas atletas e quando o passe para o ataque era proporcionado a tal, da parte do Boavista, contaram-se pelos dedos, neste caso, nenhum, daqueles ataques que gostamos de ver, em que as atletas atacam de cima para baixo, esses não apareceram, apenas uns muito tímidos. 

Outro dos pormenores que me destacou no encontro foi a quantidade de jogadas em que a bola ia e vinha sempre em manchete, aliás alguém que se encontrava perto de mim contava o numero de manchetes protagonizadas em algumas jogadas. 

Engraçado se tornou ainda, quando a dada altura assistimos há inocência de algumas jogadoras em situações de jogo, em que vem a bola a vir na sua direcção e de uma forma estranha, ignoram-na, e depois muito inocentes dão aquele ar de suspiro ou o “saltinho” de como quem dissesse,” esta era minha, ups”, mas o facto é que situações destas acontecem durante o jogo.

Afinal, e talvez por nunca ter treinado este escalão em femininos, me faz pensar que realmente esta idade é estranha face ás outras, em que as atletas ainda nesta tenra idade se questionam nas suas reais capacidades.
Não sei se foi só neste jogo e neste escalão, ou se tal acontece em outras equipas nestas idades. 

Tal encontro fez-me lembrar o passado já distante, mas o presente para alguns não fica muito atrás. Agora desejar que o progresso siga o seu curso, e que num futuro mais próximo já consigamos assistir a grandes progressos.


Joaquim Teixeira
MAISVOLEIBOL


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Portugal: Apuramento das Campeãs Nacionais

quarta-feira, 18 de abril de 2012


Os jogos do Play-off de Apuramento do Campeão Nacional da I Divisão e da II Divisão, em seniores femininos, estão já definidos.

Assim, na I Divisão, o Play-off disputa-se à melhor de três jogos e as equipas do CD Ribeirense, campeão nacional em título, e do GDC Gueifães defrontam-se, no primeiro jogo na Ilha do Pico, no segundo em Gueifães e no terceiro (se necessário) novamente nos Açores, conforme a classificação da 2.ª Fase – Série dos Primeiros.

21.04.2012 - 20H00* - EBI 2/3 Sec. Lajes do Pico - CD Ribeirense x GDC Gueifães

29.04.2012 - Municipal de Gueifães - GDC Gueifães x CD Ribeirense

05.05.2012 - 20H00* - EBI 2/3 Sec. Lajes do Pico - CD Ribeirense x GDC Gueifães


Na II Divisão, a Lusófona VC, o Atlético VC, o Boavista FC e o Clube K disputarão o título nacional, e a consequente subida de divisão, numa fase concentrada, a realizar no Pavilhão do Lagarteiro, no Porto, de 20 a 22 de Abril.

20.04.2012 - 19H00 - Pavilhão do Lagarteiro - Boavista FC x Clube Kairós

20.04.2012 - 21H00 - Pavilhão do Lagarteiro - Lusófona VC x Atlético VC

21.04.2012 - 15H30 - Pavilhão do Lagarteiro - Atlético VC x Boavista FC

21.04.2012 - 17H30 - Pavilhão do Lagarteiro - Clube Kairós x Lusófona VC

22.04.2012 - 15H30 - Pavilhão do Lagarteiro - Atlético VC x Clube Kairós

22.04.2012 - 17H30 - Pavilhão do Lagarteiro - Lusófona VC x Boavista FC

Fonte: FPV


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