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VOLEIBOL COOL: A “espinha” do SC Espinho

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Todos sabemos da grandiosa história do SC Espinho no voleibol português. Considerado por muitos como a melhor equipa de sempre do voleibol português, assim como, a melhor escola do voleibol atual. É por isso motivo de orgulho de todos os cabo-verdianos que se tenha no plantel do campeão em título um jogador do arquipélago de Cabo Verde, Valdir Reis. Orgulho maior quando o “nosso” atleta se torna num titular indispensável numa equipa com a dimensão como é o SC Espinho. 

No entanto, com surpresa o SC Espinho torna público um problema de tesouraria grave. Uma reportagem da RTP no programa noticiário Bom Dia Portugal, encarrega-se de dar voz à equipa técnica pela falta de pagamento dos salários para com todo o plantel. 

Assim, a melhor equipa de voleibol portuguesa inicia e chega ao playoff desta época. A equipa cumpriu na fase regular e depois de uma jornada de loucos chegou ao último jogo com o Esmoriz com mais um pouco em relação a Fonte do Bastardo. Depois da derrota por 3-2 com a Fonte do Bastardo e de ter ganho ao GC Maia por 3-2 – esteve a perder por 2-0 – tinha a obrigação de vencer na última jornada o Esmoriz de modo a garantir os 3 pontos. Venceu o Esmoriz por 3 – 0 (25-17; 25-20; 25-23), juntou-se ao Benfica para mais uma grande final no voleibol português. 

No entanto, para além do problema financeiro o SC Espinho chega a fase de todas as decisões com outro problema, o das lesões. Cerca de 50% da equipa titular esteve recentemente a par com lesões. Um panorama a juntar à financeira que não ajuda em nada o campeão em título. Mas, para quem tem estado a acompanhar a equipa nota que mesmo com essas situações o SC Espinho é uma equipa superiormente orientada que pode se superar.


A grande final será com o Benfica. Teoricamente o Benfica chega melhor a esta final, fruto do domínio durante toda a época do 1º lugar, no entanto, o SC Espinho tem um desafio aliciante que é o de vencer tudo e todos – adversários, problemas financeiros graves e lesões.


Jorge L. B. Neves, voleibol cool
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Voleibol Cool: O Oscar de melhor filme 2012 vai para…

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012



Ontem, no final da tarde saí do Centro de Investigação Marinha e Ambiental e fiz uma viagem tranquila de carro entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. Ao chegar a casa encontrei um DVD junto ao portátil. 
Introduzi-o no leitor e poucos segundos depois abriu-se no ecrã belíssimas imagens acompanhadas de um som frenético. 

Comecei a movimentar os pés no chão enquanto o ritmo cardíaco aumentava gradualmente. De segundo em segundo sentia os meus músculos nos movimentos de contração e extensão, acompanhando o aumento de adrenalina, enquanto o meu cérebro ordenava reações aos meus braços. Pouco a pouco senti fazer parte do filme e os meus olhos acompanhavam as ações em todo o ecrã. 

Deixei-me levar pelas emoções e como se de um filme em 3D se tratasse sentia os meus pés a tocarem no “campo de batalha”. Sim, pensei eu, faço parte deste filme! De cena em cena continuava a luta desenfreada entre os opositores. 

Este filme não tem as mesmas paisagens do tão aguardado “O Hobbit: Jornada Inesperada”, o suspense de “A Sombra do Inimigo”, a ação de “James Bond Skylfall”, aventura e animação de “Madagascar 3: Os procurados”, ou ainda o drama de “Anna Karenina”, mas, tem uma mistura de tudo isto e muito mais. 

De ambos os lados estavam os atores que queriam vencer a “batalha”, numa luta envolvendo estratégias, capacidades técnica, física e emocional. Envolvido numa viagem galáctica, com uma mistura sentimental que fez bater forte o coração até ao fundo da alma, senti que pouco a pouco o adversário cedia. 

Aproveitando o palco, os meus atores fizeram lembrar os vitoriosos gladiadores da Roma antiga, com uma influência arrasadora oferecida pela reação dos espectadores. O filme aproxima-se do fim, as emoções dominam mais do que a razão e a vitória final está cada vez mais perto (foi o que pensei no momento). 

Aumentava a espectativa na bancada da “arena” chegando com grande potência até mim. Não tive dúvidas, tinha acabado de assistir ao melhor filme do ano. Para mim, o Óscar de melhor “filme” 2012 vai para “A Final do Campeonato de Cabo Verde em Voleibol: Atlético V. C. 3 - 0 Sporting P. N.”


Jorge L. B. Neves
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Voleibol Cool: Em Cabo Verde Joga-se Voleibol à Italiana

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


Todos os cabo-verdianos têm razões para se orgulharem do desenvolvimento da modalidade voleibol nas nossas ilhas. É inegável o avanço no voleibol cabo-verdiano, principalmente a nível técnico-tático. No entanto, para atletas, dirigentes e amantes desta modalidade é incontornável o reconhecimento de dois “grandes” italianos apaixonados por essas ilhas, os Senhores Orazio Minneci e Luca Privitera. 

Tive a grande oportunidade de ser adjunto de Luca Privitera num grande torneio africano da Zona 2 e de coadjuvar Orazio Minneci num fantástico trabalho na equipa do Atlético de S. Vicente. Não pude deixar de notar em ambos uma grande capacidade de trabalho, assim como um elevado nível tático. Apesar do excelente trabalho desenvolvido por personalidades do voleibol nacional, como o Heriberto Gomes, Júlio Popey, Kaká, José Borges, Djimi, Quincas Luz, Carlos Jorge, Américo Lopes e Hernani Trigueiros entre outros, incluindo jovens treinadores, a chegada de Orazio Minneci e Luca Privitera a essas ilhas, trouxe um elevado acréscimo a nível por exemplo, do planeamento e execução dos treinos. 

Orazio Minneci: em 1995 iniciou um trabalho básico com jovens do Paúl e não imaginava que em 2002 retomaria a tempo inteiro como treinador do Paulense. Este trabalho resultaria no título de campeão em 2 campeonatos regionais masculinos (2004 e 2005) e 4 campeonatos regionais femininos (2004, 2005, 2006 e 2007). Participou em muitas atividades de formação, não só na ilha de S. Antão, mas também em S. Vicente e Fogo. Apesar de ter formado mais de 35 rapazes e cerca de 55 raparigas no vale do Paúl, desde de 2010 abraça um projeto ambicioso designado de Giravolley (Paúl), sendo que, atingiu o ponto alto no nosso Voleibol ao sagrar-se campeão de Cabo Verde em masculino pelo Atlético de S. Vicente (2012) com base num trabalho iniciado em 2010. 

Luca Privitera: depois da aventura que foi participar no campeonato regional em 2006 e de ter defrontado o poderoso ABC, viu o seu trabalho ser premiado inicialmente com 4 títulos regionais (Santiago Norte). Já venceu um título nacional em sénior masculino (ABC) e tem ainda um título em Beach Volleybol nos juniores. Já formou no masculino e feminino cerca de 100 jovens e este trabalho já conta com a profissionalização de um formando, o central Gerson Pereira (Esmoriz – Portugal). Como técnico principal da seleção de Cabo Verde é responsável pela projeção do voleibol cabo-verdiano no fórum internacional. Definitivamente Cabo Verde deu-se a conhecer ao mundo apesar de estar ainda no início da caminhada, ao conseguir brilhantemente o 3º lugar nos jogos de Lusofonia (Lisboa - 2009) e 2 º lugar no Senegal (Torneio Zona 2 de África em 2010). Pouco a pouco o seu trabalho tem-se revelado importante no Voleibol de Praia e foram conseguidos resultados muitos positivos (exemplo, Mozambique 2011 e Cabo Verde 2012). Já percorreu todas as principais “ilhas do voleibol” com o objetivo de implementar metodologias de treino e de análise modernas de modo a permitir que os selecionáveis beneficiem de uma tática uniforme. 

Orazio Minneci e Luca Privitera fazem em Cabo Verde um trabalho profissional de enorme qualidade, sem vencimento, provando que com disciplina, rigor técnico-tático, bom nível físico e com muita paixão é possível conseguir bons resultados apesar dos poucos recursos. O incentivo e a implementação de novas tecnologias, o estudo dos adversários, a implementação das estatísticas, assim como a exaustão do treino de pormenores tem feito com que o nível do voleibol nas ilhas cresça de forma muito favorável. O voleibol nos clubes e nas seleções está a melhorar e posso acrescentar que em Cabo Verde joga-se voleibol à italiana.


Jorge L. B. Neves


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Cabo Verde: Temos um novo Colunista!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

É com imenso prazer que apresentamos aos nossos leitores um novo colaborador e colunista, seu nome: JORGE NEVES.

Jorge Neves é já conhecido de muitos dos nossos leitores por ter sido jogador, treinador e dirigente em Cabo Verde, e temos a certeza de que acrescentará conteúdo da maior qualidade ao nosso portal, com sua coluna “VOLEIBOL COOL”.

Actualmente a viver em Portugal, continua amando o voleibol como no dia em que pela primeira vez, teimosamente experimentou manter no ar a sua bola de voleibol.

Tem certamente muitas histórias para nos contar, mas acima de tudo contamos com as suas ideias e opiniões sobre o actual voleibol Cabo-verdiano.

Leiam amanhã o seu artigo de estreia “Em Cabo Verde Joga-se Voleibol à Italiana”


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