Quando vivemos num mundo em que o futebol é o desporto que domina todas as atenções por parte dos media, eis que hoje vos falo dum tema que em Portugal numa modalidade como o voleibol, não existe, ou se existe são poucos os que dela usufruem, falo claro, profissionalismo. Ao contrário de outros países, em que no voleibol indoor e praia, muitos são os atletas que aqui e ali fazem desta modalidade sua profissão, ou de certa forma levam a modalidade de maneira profissional.
Se fizermos uma pequena pesquisa na internet, através do Google, basta procurar algumas das figuras mais conhecidas do meio voleibolístico, tais como Giba, Serginho, Karch Kiraly, entre outros de exemplo e poderão ver, que estes e outros atletas recebem fortunas (no caso do voleibol), em patrocínios, sejam eles nas mais diversas competições em que participam, e se no voleibol indoor alguns desses países conseguem mesmo contratarem grandes atletas para as suas formações, já no voleibol de praia, o profissionalismo é ainda muito mais acentuado, onde várias duplas mundiais e europeias conseguem usufruir de ordenados, apoios, patrocínios fabulosos e onde até as suas deslocações são financiadas.
No caso do voleibol indoor, e no nosso país há beira mar plantado, eis que esse profissionalismo pouco acontece, aliás se analisarmos alguns clubes e os seus técnicos e atletas, o número é quase insignificativo. Poderia-se mesmo dizer, que tirando alguns atletas nacionais, apenas os ditos estrangeiros, é que recebem algum montante pelos serviços prestados nos seus clubes.
Por exemplo, aqui ficam alguns dos chamados profissionais em diversas áreas;
Na arbitragem, que se saiba, não existe a nível nacional nenhum árbitro que seja apenas árbitro como profissão, a sua maioria exerce outra actividade profissional, fazendo da arbitragem quase que um hobbie de fim de semana.
A nível de treinadores e falando por exemplo na divisão maior do campeonato, a A1, apenas existem dois treinadores que exercem este função a tempo inteiro, são eles o técnico do SL Benfica e o Seleccionador Nacional, se mais existem, não se sabe, ou pelo menos não divulgam, já que na maioria dos restantes treinadores exercem cargos de professores em escolas.
No que toca a jogadores e tirando os chamados “estrangeiros”, poucos são os atletas que fazem a nível profissional, embora como já referi, podem haver uns poucos que exerçam a troco dum ordenado.
É sabido que a maioria dos atletas nacionais preferem clubes que pagam bem ou na sua maioria procuram o estrangeiro como meio de sobreviver num desporto que infelizmente em Portugal ainda é considerado uma modalidade amadora e sem profissionalismo, pelo menos assim alguns o acham.
Agora coloca-se uma questão, se não existe o profissionalismo no voleibol, como conseguem sobreviver os clubes, treinadores, atletas e os demais envolvidos nesta modalidade?
Pois, bem que gostaria de poder responder-vos a esta questão, mas os anos que passei em alguns clubes apenas dá para dizer que, consegue-se sobreviver, na base da ajuda de todos e principalmente naqueles que muitas das vezes pouco mencionados aqui e ali dão o corpo ao manifesto para conseguirem que aquele atleta ou técnico consiga receber o seu prémio, mais que merecido.
Se analisarmos a nossa selecção nacional, actualmente com a saída de mais um atleta para o estrangeiro, podemos dizer que temos uma maioria de atletas profissionais a representar a selecção, contudo e com tantos profissionais, porque não conseguimos melhores prestações?
Mas se no indoor andamos assim, então na praia, as coisas estão bem piores, ou seja e num resumo bastante pequeno, não existe o profissionalismo. E porque?
Porque simplesmente não há entendimentos em ambas as partes, ou então, ninguém se entende. Uns queixam-se de falta de apoios, outros que a federação é isto, que é aquilo, depois a federação que diz que os atletas não cumprem, e enfim, andamos nisto durante anos e anos.
E certamente, enquanto nada for feito, não teremos qualquer triunfo seja em pavilhão seja na praia.
Mas certamente o futuro uma vez mais dará razão a quem a ela de direito a tenha.
Até breve e Bom Ano


























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