No meu último post nesta coluna, deixei aqui uma entrevista que me efectuaram há já alguns anos.
Hoje recordo aquilo que nos deixa na memória.
Hoje recordo aquilo que nos deixa na memória.
Ao longo de quase muitos anos ligado a uma modalidade fantástica, mais como um daqueles que vemos e na qual passamos despercebidos. O facto é que aqui e ali por onde passei, poderei dizer que deixei o meu cunho pessoal, a minha marca, a minha simpatia, a minha sabedoria e acima de tudo a lembrança, porque essa é a que fica para o futuro.
Deixei de treinar à precisamente 3 anos, Como? Nem eu sei dizer o que me passou pela cabeça. Talvez pelo facto de que a minha vida profissional não me permitia conjugar desporto e emprego ao mesmo tempo. Talvez porque também não houve uma proposta que me fizesse até mudar e optar pelo que realmente gosto, o voleibol.
Não é fácil tomar este tipo de decisão, como também não é fácil um atleta deixar a modalidade há qual dedica parte da sua vida.
Quando hoje pensei o que iria escrever desta vez, pensei, e então lembrei-me das coisas que mais me recordo quando treinava e ao qual hoje sinto saudades.
Lembra-me os vários atletas com quem tive o prazer de trabalhar, aos quais vi crescer, tornarem-se homens/mulheres, atletas de eleição e acima de tudo que em pequenos reencontros se lembram e vem há conversa lembranças dos tempos em que o misto de treinador/atleta existia e onde a partilha de bons e maus momentos existiam.
Não é fácil a vida de um treinador, preparar uma época, preparar treinos, formar, comunicar, enfim, acima de tudo considero que ao longo destes anos, fui mais treinador que acima de tudo estava disponível para ouvir e dar a sua opinião sobre alguns problemas com este ou aquele atleta, acima de tudo era mais um amigo, mais velho ao qual sempre que podia estaria ali pronto para ajudar.
Diz-se que uma equipa pode fazer um treinador como também um treinador pode fazer uma equipa, em minha opinião, é a mais pura das verdades, mas também acho que acima de tudo um treinador que saiba trabalhar, incentivar, apoiar e animar uma equipa, o sucesso tanto pode ser a longo como a curto prazo, e se é certo que de vitórias vive o palmarés dum treinador, também as derrotas podem ser fundamentais, para aprendermos muitas coisas.
Eternas são as saudades, dizia alguém, mas o facto é que os anos passam e quando vou ali ou aqui ver um jogo, seja ele de formação ou de sénior, a nossa memória volta atrás no tempo, e quando olhamos para os técnicos junto ao banco dos suplentes a conversarem com os seus atletas, também pensamos, quando éramos nós naquela mesma situação. Nos gritos, nos palavrões, nas chamadas de atenção a este ou aquele atleta, quando nos zangávamos com uma má decisão de arbitragem, enfim, de todo aquele ambiente fantástico envolvente numa partida do campeonato, dum torneio ao qual damos tudo para vencer.
De facto esses tempos já lá vão, e uma coisa ficará sempre na nossa memória, que somos mais um a formar e a ensinar o futuro.
. Treinador desempregado ou reformado?
. A arbitragem em Portugal
. Quem vai representar Portugal nas Olimpíadas?
. Formação - Aposta ou desvalorização?
. Centros de Formação - Aposta na Juventude
. Análise ao Campeonato Nacional 2011/2012
. Voleibol e a sua divulgação
. As maiores dificuldades
. Análise ao Campeonato Nacional de Voleibol de Praia 2011



























Sem comentários:
Enviar um comentário
Leia antes de fazer o seu comentário:
- Todos os comentários serão revistos pela administração antes de serem publicados
- Palavras ofensivas serão removidas
- Os comentários não reflectem a opinião dos autores
- Não coloque links no comentário para divulgar outro blog ou site, basta utilizar o OpenID na hora de enviar o comentário e o seu link ficará gravado.
- Administração agradece que não comente em "anónimo"
Este blog respeita todos os seus leitores. Obrigado pelo comentário!