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CRESCER COM VOLEIBOL: Salta mais alto!

domingo, 17 de março de 2013


Foi pedido, através de um leitor do nosso site, que fosse elaborado um artigo para aprender a saltar mais alto. Pois bem, todos nós sabemos da importância do trabalho pliométrico em voleibol. 

O trabalho pliométrico é utilizado por todos os treinadores, tendo sempre por base o objectivo de que os seus atletas saltem mais alto. 

A preparação de exercícios pliométricos deverá ter em conta alguns factores: 

- A idade morfológica e biológica dos seus atletas; 

- A coordenação motora de cada um dos atletas; 

- A preparação física de cada um dos atletas. 


Devo voltar a relembrar um dos meus artigos, onde faço referência às habilidades dos atletas conjugadas com os exercícios propostos. O mesmo principio se aplica aqui. Se a preparação física dos ateltas não for a ideal e se não existir alguma coordenação motora, não interessa utilizar o mesmo trabalho que é utilizado ao mais alto nível. Simplesmente, não vai obter resultado algum. 

Os exercícios deverão estar adequados às capacidades dos atletas, sempre! 

Por último, devem ter em conta a idade morfológica e biológica de cada um dos seus atletas: dois atletas com 15 anos de idade biológica, não significa que os dois atletas estejam com 15 anos de idade morfológica. O desenvolvimento morfológico condiciona a escolha dos exercícios e do trabalho a desenvolver com os atletas. 


Tendo estes factores em conta, existem vários tipos de trabalho que podem ser desenvolvidos: 

1. Força Explosiva à Salto a partir de uma posição estática, ou seja, salto onde o atleta parte da posição de flexão para o salto; 

2. Força Explosiva Elástica à Salto com contra movimento, ou seja, salto onde o atleta parte com os membros inferiores esticados, flecte os mesmos e realiza um salto vertical; 

3. Força Explosiva Reactiva à Salto a partir de um plano alto, ou seja, de cima de um banco o atleta salta para o solo, saltando de seguida verticalmente, o mais rápido possível; 


Existem assim, vários tipos de trabalho que podem ser desenvolvidos com os atletas, com ou sem material. Existem alguns circuitos com saltos sobre barreiras, saltos sobre e para caixas, saltos mais curtos e explosivos, saltos mais altos. A imaginação de cada treinador, é importante para o trabalho a desenvolver, criando novos desafios aos seus atletas, mas sempre de acordo com as suas capacidades.


Carlos Caeiro, Crescer com Voleibol
maisvoleibol 2013


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CRESCER COM VOLEIBOL: O treino individualizado em Voleibol

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tal como ficou prometido no último texto, vamos responder à questão “Será que posso treinar de maneira individualizada num jogo desportivo colectivo?”. Falaremos mais especificamente de voleibol, mas é uma filosofia que pode ser aplicada a qualquer jogo desportivo colectivo.

E a resposta é SIM, podem treinar de maneira individualizada, mesmo sendo um jogo colectivo.

Quando pensamos em treino individualizado, pensamos naquele atleta de salto em comprimento, por exemplo, onde o seu treinador elabora treinos específicos  tendo em conta a especificidade do seu atleta. Pois bem, o voleibol não é diferente e podemos retirar os pontos positivos deste tipo de treino para a nossa modalidade.

Dentro de uma equipa com 12 ou 13 jogadores, não existem dois jogadores iguais, por isso podemos logo esquecer que os 12 sejam iguais. Como tal, o treino não deve e não pode ser igual para todos. Mas isto ganha uma certa complexidade, pois trata-se de um jogo colectivo. Então como vamos trabalhar esta questão da individualização do treino, onde temos uma hora e meia ou duas horas de treino e 12 atletas completamente diferentes? Se nem os jogadores que ocupam a mesma posição (por exemplo, dois distribuidores) têm características físicas, técnicas e mentais iguais, porquê insistir em treinos iguais, treinos massivos? A resposta dada pelos atletas não será a mesma.

Poderemos ter então várias maneiras de abordar este assunto e de resolver este “problema”.
Faz sentido então que possamos dar a oportunidade para todos os atletas alcançarem o sucesso. Isto pode ser alcançado de diversas formas:
- Dentro do mesmo exercício, cada atleta tem um objectivo;
- Dentro do mesmo exercício, cada atleta tem um número de execuções;
- Exercícios específicos.

Para que o leitor possa ter uma ideia mais clara sobre o assunto, passo a explicar cada um dos três pontos, através de exemplos práticos.

- Para o mesmo exercício, cada atleta tem um objectivo diferente

1. Num exercício de colocação de serviço, um jogador menos forte terá o objectivo de colocar 5 serviços em 10, enquanto que o melhor jogador da equipa a servir, terá de colocar 18 serviços em 20. ESPECIFICIDADE

2. No mesmo exercício de serviço, o jogador menos forte poderá servir colocado, enquanto que o jogador mais forte terá de servir em força. ESPECIFICIDADE

3. Numa situação de jogo formal, o primeiro atacante de zona 4 deverá atacar bolas na grande diagonal, o segundo atacante de zona 4 deverá jogar com o bloco e o atacante de zona 2 só pode atacar bolas à linha, pois são os ataques que cada um precisa trabalhar mais. ESPECIFICIDADE

- Para o mesmo exercício, número de execuções diferentes

1. Num exercício de aperfeiçoamento de técnica um jogador terá de fazer 100 passes numa zona alvo em 5’ enquanto o colega de equipa terá de fazer, no mesmo tempo, 200 passes. ESPECIFICIDADE

2. Em 10’, um jogador terá de realizar pelo menos 20 ataques considerados bons, enquanto o seu colega de equipa só terá de fazer 10 no mesmo período de tempo. ESPECIFICIDADE

- Exercícios específicos

1. Numa situação de jogo reduzido 2x2, uma das equipas terá de jogar sempre em passe em toque de dedos e a outra poderá usar manchete. A primeira equipa precisa de treinar o deslocamento para debaixo da bola enquanto a segunda necessita de treinar o deslocamento para a bola. ESPECIFICIDADE

E com isto o treinador leva a que, com objectivos diferentes, mas com finalidades iguais, todos os jogadores consigam alcançar sucesso e saírem motivados de cada treino realizado.

É isto que torna o desporto fenomenal e em específico a nossa modalidade. A capacidade que o treinador tem de compreender os seus atletas e aceder às necessidades de cada um, torna a nossa profissão e a nossa modalidade únicas.

Como devem ter percebido facilmente, este artigo e o último, sobre estado óptimo de aprendizagem, relacionam-se e estão ligados de forma fortíssima. Para quem não leu o artigo anterior, deixo a sugestão de que o façam, para uma melhor compreensão da leitura.

Após algumas crónicas já realizadas e de ter a opinião de alguns leitores, gostaria de ter mais. Deixem a vossa opinião nos comentários ou através de e-mail: carlos.caeiro87@gmail.com

Exponham as vossas dúvidas e deixem ideias sobre o que gostariam de ver debatido. O site maisvoleibol é vosso e como tal, deverá ir de encontro com as vossas necessidades e gostos. 

Um abraço para todos vós
Carlos Caeiro, equipa maisvoleibol

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CRESCER COM VOLEIBOL: Como potenciar as capacidades do atleta?

sábado, 16 de fevereiro de 2013


Tendo este título como fundo, muito poderia ser escrito e muita opinião existe sobre os mais variados temas, para que o treinador consiga potenciar ao máximo a capacidade do seu atleta, tirando dele o maior rendimento possível. Poderíamos falar de aspectos psicológicos, de aspectos técnicos, tácticos e até de condição física. 

Irei abordar um tema, que deve ser conhecido por muitos dos leitores: Estado óptimo de aprendizagem. 

Este estado óptimo de aprendizagem engloba vários domínios. Vamos então entrar pelo domínio prático e daquilo que podemos fazer directamente com os nossos atletas em campo. 

Existe uma relação linear entre as capacidades físicas e técnicas do atleta e da dificuldade do exercício proposto ao mesmo. Tal como é perceptível  deverá existir uma adequação dos exercícios, tendo por base a capacidade atlética do jogador, procurando o equilíbrio desejado. 

Imaginemos um jogador dotado de uma técnica excepcional, o melhor jogador da equipa. Como acham que ele se vai sentir se o exercício proposto pelo treinador for abaixo das suas capacidades? Este jogador vai-se sentir altamente desmotivado, vai estar apático e em completo tédio. 

E como será a situação inversa? Aquele jogador menos bom tecnicamente e que necessita de um trabalho mais simplificado, do ponto de vista técnico, como se sentirá o mesmo, se o exercício proposto for muito acima das suas capacidades? Vai estar em igual estado do jogador anterior: desmotivação, mas por motivos diferentes como preocupação e ansiedade. 

Pode-se concluir de que diferentes capacidades atléticas com exercícios descontextualizados, levam ao mesmo estado de espírito: desmotivação! 

O treinador deve ter a capacidade de canalizar os exercícios, para os jogadores adequados, ou seja, atribuir os exercícios adequados aos jogadores certos. 

Abaixo ilustro de forma simples, o que explico em palavras.


De uma forma bastante simples dá para entender o que já foi explicado acima, mas mais uma vez reforço: Habilidades baixas com uma complexidade de exercício elevada leva a estados psicológicos que levam à desilusão, frustração. Por outro lado, habilidades elevadas em conjunto com uma complexidade baixa leva a desinteresse e consequente desmotivação. 

O treinador quer agarrar aquele jogador à sua equipa porque ele é mesmo bom? Ou quer segurar um atleta, que embora seja menos bom, faz falta à sua equipa pois tem falta de jogadores? Seja qual for o seu motivo e a sua justificação, uma das chaves para essa fidelização está aqui: optimização da aprendizagem através de exercícios adequados às capacidades de cada um. 

E se o leitor esteve atento ao artigo deverá estar a pensar: “Pelo que fui lendo, parece que o autor do texto trata o jogador de forma individual, esquecendo-se que o voleibol é um jogo desportivo colectivo!” 

Será que eu posso recorrer ao treino individualizado em jogos desportivos colectivos? Parece fácil de responder a esta questão. 

Deixo ficar esta pergunta no ar, pois será o tema do meu próximo artigo, aceitando desde já comentários tanto ao artigo, como à pergunta que fica no ar.


Carlos Caeiro, Crescer com Voleibol
maisvoleibol 2013


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CRESCER COM VOLEIBOL: Treinador de equipa no futuro?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


Muitos de vós devem estar a questionar – O que significa essa pergunta concretamente? Pois bem, alguns clubes seguem um modelo, que considero “tradicional”, ou seja, existe um treinador dos juniores, um treinador dos juvenis, um treinador dos cadetes, etc, etc. 

Descrevo este modelo como um modelo de “treinadores de escalão”. Existe uma outra forma de abordar o ensino da modalidade, que consiste em transformar os ditos “treinadores de escalão” em “treinadores de equipa”. Neste momento, já colocam outra questão – O que é um treinador de equipa?. Defendo que, o treinador de equipa é a melhor solução no que diz respeito aos escalões de formação. Sou defensor de que, um treinador deve acompanhar uma equipa desde o escalão de minis até ao escalão de iniciado, havendo nesta fase uma passagem para outro treinador, que acompanhará desde os cadetes até aos juniores. 

Esta divisão de que falo na passagem ao escalão de cadetes, é importante pois é uma fase de transição em vários sentidos: responsabilidade de jogo, nível de jogo, novas aprendizagens, entre muitas outras componentes. 

Existindo um treinador que acompanhe uma equipa por diversos escalões, consegue-se adquirir inúmeros benefícios. Passo a citar alguns, que reconheço como mais relevantes:

- Um maior comprometimento atletas/treinador/atletas;
- O treinador deixa de ser visto como um treinador para um ano e passa a ser visto como um "pai/mãe" que vai acompanhar a equipa por alguns anos;
- Existe uma progressão técnica e táctica consistente, ou seja, há garantias de continuidade;
- Os atletas/treinadores, com o passar do tempo, conhecem-se cada vez melhor, com inúmeros benefícios, que deixo à consideração de cada um;
- O treinador e atletas deixam de formar uma equipa e passam a ser uma FAMÍLIA!

Muitos mais benefícios poderia indicar, mas gostaria que o leitor fizesse a sua apreciação sobre o tema e que deixa-se a sua opinão, completando o que aqui refiro. 

Tal como acontece nas escolas, os alunos com mais sucesso, são aqueles que têm continuidade pedagógica, ou seja, os professores acompanham as turmas ao longo dos anos. Por isso é que no 1º ciclo, o professor é mesmo para 4 anos de escolaridade. O 1º Ciclo é só uma das fases mais importantes na nossa vida escolar. 


É essêncial que neste processo se tenha em atenção a qualidade dos treinadores e a qualidade da sua intervenção, pois um treinador mais fraco, não pode estar à frente de uma equipa, tantos anos seguidos. Mas isto já são contos de outro rosário, e que, quem sabe, poderá dar um tema para uma próxima crónica.

CONTINUIDADE PEDAGÓGICA. Será uma das soluções para o desenvolvimento do voleibol? Deixo a questão, deixem opiniões.


Carlos Caeiro, Crescer com Voleibol
maisvoleibol 2013


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CRESCER COM VOLEIBOL: O “novo voleibol” segundo as novas regras

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Tal como devem estar a par, existem novas regras que entrarão em vigor brevemente. As alterações às regras são pontuais e praticamente sem influência no jogo que atualmente conhecemos, com excepção de uma: a PROIBIÇÃO de receber o serviço do adversário com toque de dedos acima da cabeça. Na prática e de forma simplificada o que esta regra diz é: Todos os serviços devem ser recebidos, obrigatoriamente, em manchete. 

Se ao nível da alta competição e de seniores  poderá ter pouca influência, pois cerca 90% dos serviços são em força, ao nível dos escalões de formação e das equipas femininas, esta permissa não é verdade. 

Quando o serviço já é um gesto decisivo para a obtenção de ponto e/ou para a táctica de uma equipa, com esta alteração, o serviço passa a ser, e na minha opinião, o gesto mais importante do jogo de voleibol e que mais ênfase terá de ter nas equipas. 

Por um lado, todos os treinadores têm por obrigação ensinar as suas defesas a saber responder a todos os serviços, recebendo todas as bolas em manchete, por outro lado, há a necessidade de ensinar exaustivamente esta técnica de forma a obter o maior número de pontos através da mesma. 

Obrigatoriamente, deixaremos de ver defesas tão subidas no terreno de jogo. Imagine-se o proveito que o nosso adversário teria se continuássemos a usar defesas subidas: Uma bola tensa ou uma bola em balão curto para o fundo do campo e ficamos um ponto mais longe da vitória. 

Mas esta pequena alteração de regras poderá leva ainda a mais alterações tácticas. A utilização do 6 recuado poderá ser um problema do meu ponto de vista. E neste ponto entra de novo as questões tácticas do adversário. 

Vamos por um exemplo: Por persistência, uma equipa insiste em colocar bolas curtas a cair junto à rede. Por obrigação, leva a que a defesa suba. Quando a defesa espera uma bola curta, uma bola mais comprida, para as costas das posições 1 e 5, é um problema. 

Mas este ponto que agora falo, dava, como se costuma dizer, pano para mangas. 

E não só este ponto, mas toda a regra, dará com toda a certeza momentos de discussão e de alterações técnicas e tácticas em todos os clubes e que terá de ser estudada da melhor forma por todos os técnicos. 

O que parece uma pequena alteração em termos de regras, poderá mudar completamente o jogo, no que aos escalões de formação diz respeito. 

Aguardo os vossos feedbacks sobre este tema, através do facebook, e-mail ou site mais voleibol. Gostaria de estabelecer com todos os leitores, uma boa interacção, promovendo a participação de todos. 


Um forte abraço para todos vós 


Carlos Caeiro
maisvoleibol 2013


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CRESCER COM VOLEIBOL: Exercícios analíticos VS Jogo reduzido

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013



Antes de iniciar a minha coluna, gostaria de dar as boas-vindas a todos os que acompanham o MaisVoleibol e desejar a todos, os maiores sucessos no mundo desportivo e no mundo pessoal. Um bem haja para todos vós! 

Gostaria de, na minha primeira abordagem, fazer referência a um ponto chave dos treinos de voleibol: exercícios analíticos VS jogo reduzido. Qual a vossa opinião sobre a importância de cada uma destas abordagens? 

Existem defensores de ambas as teorias. Há quem defenda que os seus atletas só evoluem se estiverem constantemente em contacto com a bola mas em exercícios isolados, enquanto que outros técnicos preferem que os seus atletas passem 100% dos treinos em exercícios de jogo. 

Na minha maneira de pensar, penso que o treinador deverá ter em conta os benefícios destas duas abordagens e saber aplicar as mesmas, nas alturas mais adequadas. Existem momentos da época e na fase do atleta que justificam essas opções. Numa fase inicial da época desportiva, onde há uma preparação técnica mais forte, os exercícios analíticos poderão ter um papel importante para melhorar alguns pontos técnicos nos atletas, auxiliando mais tarde nas questões tácticas. Há medida que a época avança, numa fase final da pré-época, os exercícios analíticos têm de deixar de ter um peso tão grande nas sessões de treino, assumindo os jogos reduzidos a sua maioria. 

Sou defensor de que, os exercícios analíticos nas sessões de treino devem estar entre os 15 a 25%, numa fase inicial de época e entre os 5 e os 15% na restante época. Quanto aos jogos reduzidos, estes devem ser uma grande parte do vosso trabalho. Em todas as sessões de treino devem represantar mais de metade do tempo de treino, estando situados entre 50 a 75% das sessões de treino. 

É importante que cada treinador saiba utilizar estas duas abordagens em benefício dos seus atletas, conseguindo tirar o melhor de cada um. 

Deixo a questão no ar: Para vós, leitores, quais o temas que gostariam de ver abordados nesta minha crónica? Deixo também o meu contacto: carlos.caeiro87@gmail.com. 

Qualquer dúvida ou algo que necessitem, estão à vontade para entrar em contacto comigo. Somos todos da mesma família, a família do voleibol! Um abraço.


Carlos Caeiro
maisvoleibol 2013


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