VOLEI FALADO: Velhos são os trapos

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

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Para os poucos que me acompanham pelo facebook, sabiam da troca de mensagens entre mim e um grupo de senhoras de “salto alto”, que aos olhares de muitos deviam ter juízo, mas que ainda assim continuam a fazer, neste caso a praticar aquilo que mais gostam, voleibol.

Ora bem, este grupo, já de veteranas andavam a desafiar-me para ir assistir a uma partida delas e mesmo há ultima hora lá consegui ir assistir ao encontro, que supostamente não começou a horas, mas que importou isso!?

Os populares costumam ter vários ditados, ao qual escolhi o do titulo desta crónica, “Velhos são os trapos”, e simplesmente porque assim é verdade.

Podia dizer que a expressão “deitar cedo e cedo erguer…” não faz parte do vocabulário destas, e desculpem a expressão nortenha, “beilhotas”, porque marcarem um jogo para as 10 e meia da noite não é para qualquer um e além do mais sendo elas mulheres maduras, na casa dos quarenta e muitos, casadas, com filhos e que algumas tendo uma vida atarefada, conseguirem chegar ao final do dia e mostrarem a alegria, coragem e força para encararem um jogo, acreditem que não é fácil.

De facto, convite feito, lá fui com a maior das satisfações e alegria para ver de novo em acção, muitas das não diria ídolos de infância, mas sim as miúdas que vi a competir com grande categoria quando comecei nestas lides do voleibol. Elas lá estavam, algumas saudaram-me, outras provavelmente sem reconhecerem-me, pois os anos passam, mas o facto é que estas senhoras ainda dão frutos.

O pavilhão esteve com uma boa moldura humana, o jogo prometia e nas bancadas novos e velhos iam falando e comparando as outrora excelentes atletas e as novas atletas, e para mim, não há comparação possível.

O estilo continua vivo, a vontade também e como quem sabe nunca esquece, o certo é que algumas ainda hoje fariam a diferença em algumas equipas do escalão principal.

Por muito que os anos passam, elas não mudam, apenas as rugas nos tornam mais velhos, que de resto, estas senhoras estiveram impecáveis, não há celulite, nem pneu, nem desculpa disto ou daquilo, apenas existe a vontade de competir, de jogar e acima de tudo conviver com amigas de longa data.

É fantástico ver como os anos passam, mas mesmo assim, aqueles pequenos gestos que acompanhamos anos e anos ainda lá estão bem presentes. O jogo em si foi fantástico e muito disputado ponto a ponto, e para tal também com um excelente árbitro a ajudar a este convívio de veteranas.

Para os interessados e saudosos de reverem estas “cotas”, acompanhem o campeonato delas e também do masculino.

E para terminar, quero deixar um agradecimento enorme ás duas pessoas que me convidaram a assistir a este encontro, Paula Semedo e Luísa Rijo, o meu obrigado, e já agora Paula, não me ri dos disparates, mas ri-me de satisfação do bom momento desportivo que me proporcionaram no vosso jogo. Recordar é viver.


Joaquim Teixeira, Volei Falado
maisvoleibol 2013

1 comentário:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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