SAÍDA DE REDE: Qual será o futuro de Mari?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

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Sem dúvida alguma, Mari é um dos personagens mais interessantes do vôlei. Me arriscaria a dizer até que do esporte brasileiro. Cheia de altos e baixos, capaz de despertar amor e ódio nos fãs, polêmica quando quer e quando não quer… pois bem: como todos os admiradores de vôlei estão cientes, a carreira dela ganhou mais um capítulo no último fim de semana, durante partida do Fenerbahce contra o Eczacibasi. E dos dramáticos: ruptura do ligamento cruzado do joelho esquerdo, com previsão de pelo menos seis meses afastada das quadras.

Na medida do possível, Mari já está acostumada a contusões graves. Foi assim em 2005, quando ela precisou operar o ombro direito, que já a incomodava há uns tempos e foi assim em 2010 quando ela também rompeu o ligamento, só que no outro joelho. Nas duas oportunidades, a atacante se recuperou bem e voltou a fazer em quadra a alegria dos fãs.

Será que vamos ver isso acontecer novamente? Claro que a vontade de todos é responder “sim”, mas é preciso considerar alguns fatores desfavoráveis. No caminho de completar 30 anos, Mari não é mais nenhuma juvenil, o que torna a resposta do corpo um pouco mais demorada. Além disto, ela vinha sofrendo com problemas físicos nos últimos meses: em 2012, aquele ombro operado voltou a dar problema para ela, através de uma tendinite que a impediu de participar como deveria do Grand Prix. Como se não bastasse, foi frequentadora assídua do departamento médico do FenerbahÎce nesta temporada, com lesões na perna esquerda e na coxa direita.

Até para fazer atividades cotidianas, como ir ao mercado, Mari precisa de cadeira de rodas (Reprodução/Twitter)
Certamente influenciada pelas dores, a ponta/oposta também não vinha jogando tudo o que sabe há algum tempo e nem Zé Roberto e nem Bernardinho conseguiram dar um jeito nisso. A ida para um país distante seria uma ótima maneira de se reencontrar sem sofrer tanta pressão da torcida, mas quis o destino que tudo desse errado. Complicado.

A julgar pelas primeiras declarações dela após o acidente na Turquia (“É mais uma lesão que vou tratar pra ficar boa o mais rápido possível e voltar a jogar, que é o que mais gosto de fazer”), Mari não vai desistir tão fácil. Pessoalmente, espero que ela consiga se reerguer e volte a jogar em alto nível, mas meu lado racional coloca essa possibilidade em séria dúvida. A ver.

E você? Acredita que Mari ainda jogará no mesmo nível de antes?


Carolina Canossa
Parceria
Maisvoleibol / Saída de Rede ( http://saidaderede.com.br)

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