
A crónica que se segue veio sobre uma notícia que no nosso país irmão já deu para entornar o caldo ou por outras palavras, já está dando polémica.
O actual presidente da FIVB e também da CBV, Ary Graça, tornou público a ideia de contratar um treinador do tipo seleccionador e juntamente com outros treinadores trabalhar com os melhores atletas, formando até mesmo novas parcerias, ainda segundo o próprio Ary Graça, a própria CBV seria a gestora e a principal responsável pelos treinos, deslocações e gestão de toda a infra-estrutura englobada neste projecto.
Pois a seu ver, nestas condições, seriam preparadas as melhores duplas para as Olimpíadas que se realizarão em 2016 precisamente no Brasil.
Modestia à parte, e se a moda pega? Em minha opinião vejo com bons olhos esta ideia, pois faria com que as duplas mundiais tivessem maiores ambições e tornaria a competição mais forte. Contudo o facto de ser a própria CBV a escolher os treinadores para os atletas, pode gerar alguma contestação, mas também é certo e sabido, que os actuais treinadores das duplas brasileiras são do melhor que pode haver, sendo que também ai o bom senso pode tirar partido de todas as partes englobadas no processo.
Agora imaginemos que por cá, neste país há beira mar plantado, esta moda pega.
De facto, era ouro sobre azul, e as desconfianças sobre os gastos de dinheiro por parte da federação, não fariam sentido e então aqui saberíamos onde estavam eles a serem gastos.
Certo é que deveríamos seguir o exemplo, juntar os melhores, treinadores, atletas e juntos lutar por algo, por um objectivo e também marcar presença nos próximos jogos olímpicos.
Que seja a própria federação, tal como acontece em outras federações a arcar com as despesas e apostar num projecto de praia com as nossas duplas, porque se a mesma federação arca com despesas de deslocações para poules europeias, fases apuramentos das selecções nacionais, certamente não ficaria mais caro enviar duplas para prestarem provas no circuito mundial e europeu, pois só desta forma, com uma participação activa conseguiremos alcançar os objectivos.
O certo, é que nos últimos anos as nossas prestações no voleibol de praia tem sido completamente nulas, contudo a presença de algumas duplas em provas do satélite, demonstram que a qualidade existe, que apenas falta a aposta e o acreditar nos potenciais de cada atleta ou dupla.
Apenas bastará que a federação lance o próximo passo, pois só assim voltaremos a voar mais alto. Que o exemplo brasileiro faça efeitos por cá.
Joaquim Teixeira, Volei Falado
maisvoleibol 2013


























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