
A despeito da derrota para o Vôlei Amil na última sexta (25), é evidente o quanto o time feminino do Sesi tem crescido nesta Superliga. Se antes a equipe era forte candidata ao título de “decepção” do torneio, aos poucos as comandadas de Talmo de Oliveira deixaram de perder pontos considerados menos complicados e passaram a mostrar que podem fazer o que delas se espera: surpreender na hora que o mata-mata começar.
Porém, para não continuar na dependência de um dia ruim dos adversários mais badalados, o Sesi precisa acordar duas de suas principais jogadoras: a oposto Elisângela e a ponteira Sassá, que andam apagadinhas, apagadinhas nesta Superliga. Jogando cinco sets como titular em Campinas, a medalhista de bronze em Sidney 2000 fez apenas oito pontos. É muito pouco para uma oposta com a capacidade dela.
Considerando-se os últimos sete jogos do Sesi, Elisângela marcou 61 pontos, contra 151 de Tandara, que ainda acumula a responsabilidade do passe. Sassá foi ainda pior, fazendo somente 30 pontos no período. Se ao menos ela conseguisse dar uma maior regularidade ao passe, tudo bem, mas um dos grandes pecados do Sesi nesta temporada tem sido não entregar a bola na mão de Dani Lins.
Diante de tal situação, é evidente que a levantadora passa a focar muito o jogo em Tandara. Diante do Vôlei Amil, por exemplo, das 148 ações de ataque das paulistas, mais de um terço (54) foram pra Tandara. A jogadora até correspondeu bem, mas se houvesse alternativas, as chances de o Sesi sair de uma partida fora de casa com dois ou até três pontos seriam bem maiores. A derrota custou ao time a quarta colocação na tabela, o que na prática significa a perda de um mando nas quartas de final, onde há boas possibilidades de haver um novo encontro contra o time de José Roberto Guimarães.
Há ainda outra má notícia para o time paulistano: até o fim da fase classificatória, a tabela da equipe é mais difícil do que a do Vôlei Amil (ambas as equipes tem São Bernardo, São Caetano e Minas como rivais em comum, mas Campinas enfrenta o Praia e o Pinheiros, enquanto o Sesi ainda terá Osasco e Unilever pela frente). Além de secar não só Campinas como também o Praia, as meninas do Sesi precisarão jogar mais do que vem mostrando até agora para não entrar nos playoffs em desvantagem. Diminuir a”Tandaradependência” já seria um belo começo.
Carolina Canossa
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